Este breve texto não foi escrito pelo Padre Paulo Ricardo; é de autoria do Monsenhor Stephen Rossetti, exorcista na Arquidiocese de Washington, capital dos Estados Unidos, há mais de 13 anos. A tradução para a língua portuguesa é de nossa equipe.

A mãe de Sara [N.T.: nome fictício] era uma sacerdotisa de Satanás de alto grau que apresentou sua filha à prática da bruxaria quando ela era muito nova. Sara conta que todas as semanas seis bruxas se reuniam para amaldiçoar sacerdotes e bispos, nomeando-os um a um. Elas se sentavam ao redor de uma efígie do padre e o amaldiçoavam ritualmente. Sara acrescenta que havia muitos clãs de bruxas na região onde ela morava, e a cada semana todos amaldiçoavam diferentes sacerdotes.

Na casa dos vinte anos, Sara já havia praticado feitiçaria por vinte anos, e a prática cobrava seu preço. Ela não conseguia dormir, tinha sonhos horríveis, não tinha energia, estava arruinada mental e emocionalmente. Ela queria se libertar e procurou a ajuda de um padre exorcista. Ele a acolheu e rezou impondo as mãos sobre ela semanalmente durante um ano. Ela havia sido completamente possuída, mas finalmente foi libertada.

Enquanto praticava feitiçaria, Sara não se dava conta de que a pessoa mais amaldiçoada por seus rituais era ela mesma. A jovem não sabia que seus “poderes” provinham realmente das ações dos demônios. Ela tinha sido, sem saber, uma serva de Satanás. Após a libertação, ficou muito grata a Deus por tê-la libertado.  

O exorcista partilhou que uma das intervenções mais poderosas durante as sessões foi com o Rosário. Ele disse: “Era como atirar gasolina ao fogo”. Os demônios uivavam em agonia.  Provavelmente a santidade da Santíssima Virgem, como mulher e mãe perfeita, foi particularmente odiosa para aqueles demônios que promoviam uma imagem distorcida e maléfica de ambas as coisas.

Os padres (ou quaisquer pessoas) que vivam uma vida cristã sólida, baseada na frequência aos sacramentos e nas virtudes, são em grande medida protegidos da maldição de uma bruxa, ainda que seja possível algum assédio. Nós exorcistas partimos do pressuposto de que somos constantemente amaldiçoados. Se um de nós deixar a proteção da Igreja e/ou se desviar para o pecado, as maldições podem mais facilmente criar raízes e causar estragos…

O número de pessoas que praticam bruxaria em nosso país [N.T.: e certamente no mundo] está aumentando exponencialmente. O número de sacerdotes está diminuindo. Tempos espiritualmente difíceis nos aguardam. Mas, em última análise, todas as bruxas do mundo são impotentes na presença de Cristo.