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Vidas destemperadas, vontades desordenadas e inteligências obscurecidas
Sociedade

Vidas destemperadas,
vontades desordenadas
e inteligências obscurecidas

Vidas destemperadas, vontades desordenadas e inteligências obscurecidas

Como entender que pessoas instruídas, muitas vezes com ensino superior, não consigam enxergar verdades tão evidentes como a humanidade do nascituro ou a imoralidade da contracepção? Sócrates explica.

Mitchell Kalpakgian,  Truth and Charity ForumTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere6 de Junho de 2018
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No Fédon de Platão, o filósofo da Grécia Antiga, Sócrates — um professor que ficou conhecido por procurar a verdade, amá-la, defendê-la e morrer por ela —, explica a seus pupilos que a sublimidade da sabedoria não revela sua gloriosa beleza àqueles que não levam uma vida moral.

Não interessa o quão inteligente, educado ou sofisticado seja um pupilo, ele não será capaz de chegar às alturas da sabedoria, se tiver uma vida impura. A verdade, pura por natureza, não se revela aos impuros: “Para uma pessoa que não é, ela mesma, pura”, afirma Sócrates, “atingir o reino da pureza é uma violação da justiça universal”.

Assim como uma mulher cortejada por um homem não aceita um pedido de casamento a menos que esteja convencida da honestidade de suas intenções e da sinceridade do seu amor, também a sabedoria não se submete a ninguém que tenha segundas intenções, que procure o conhecimento com propósitos egoísticos. Não são os diplomados que tomam posse da sabedoria em virtude da formação que receberam, mas sim os puros de coração, os que amam a verdade por ela mesma, sem interesses, que alcançam o objeto de seus desejos.

As pessoas com ensino superior são os principais proponentes da agenda da revolução sexual, com o divórcio sem culpa, a mentalidade contraceptiva, a legalização do aborto e o casamento homossexual. Professores, editores, advogados e jornalistas têm travado uma batalha intelectual por essas causas, e juízes da Suprema Corte têm legalizado leis injustas, violações da lei natural e da moral cristã.

Como explicar o fato de que a intelligentsia não consiga enxergar verdades autoevidentes (a criança no ventre materno é um ser humano, abortar uma criança recém-nascida é infanticídio, o matrimônio é a união entre um homem e uma mulher com o fim de formar uma família)? A declaração de Sócrates esclarece a resposta. Eles levam vidas destemperadas, têm corações impuros, rejeitam o conhecimento religioso, perderam o sentido do sagrado, ou pensam com uma inteligência obscurecida.

Aqueles que não honram a verdade como algo sagrado em sua origem ou como algo de autoridade venerável, submetem-na à manipulação. Ao invés de se render docilmente à autoridade da sabedoria, a mente impura distorce a verdade para acomodar suas paixões e preconceitos. Aqueles que legalizam a imoralidade ou fazem propaganda dela, indicam sua aprovação ou vontade de tomar parte nessas práticas e justificam-nas como leis sancionadas por autoridade judicial ou parlamentar.

Sócrates.

Se os desejos do ser humano não são temperados e ordenados pela razão, então, na famosa frase de Shakespeare, reason panders will, “a razão cede à vontade”. A razão torna-se escrava do desejo e inventa desculpas, teorias e leis a fim de justificar a imoralidade e aliviar a culpa. Os instruídos e inteligentes recorrem à sofística e a toda a arte da retórica e da oratória a fim de popularizar e “glamourizar” o mal.

Sócrates perseguiu a verdade como quem a amava e nela exultava como o mais precioso dos dons, chamando à filosofia “a mais elevada das artes”, por levar a mente à descoberta das realidades eternas, dos mais elevados padrões conhecidos como a verdade, o bem e a beleza, os quais deixam entrever sua origem sagrada: “beleza, bem, honestidade e santidade absolutos”. A revolução sexual expulsou esses ideais sublimes e esses padrões divinos com a licença a desejos incontroláveis, a propaganda da mídia, leis humanas injustas e decisões judiciais que colocam ideias radicais no lugar de tradições morais veneráveis e padrões absolutos e atemporais.

Ao invés de filosofia — literalmente, “o amor à sabedoria” —, a revolução sexual recorre a todas as táticas e ardis da sofística, a hábil retórica de fazer o argumento mais fraco parecer o mais forte. Os sofistas, maiores críticos e principais inimigos de Sócrates, sempre identificavam “o bom” com o que é prazeroso, não com o que é moral ou justo. Sócrates, no entanto, argumentava que a justiça ensina o autocontrole e a felicidade resulta da ordem que a temperança inculca na alma: “Mantenho eu que um homem e uma mulher são felizes se honrosos e bons, mas miseráveis se viciosos e perversos.”

Como os sofistas à época de Sócrates, todos os advogados da revolução sexual estão comprometidos com o culto do prazer, da intemperança e da autoindulgência, que eles racionalizam como liberdades, direitos e libertação.

Sócrates divide a natureza humana entre almas puras e impuras, sendo as primeiras ordenadas pelo poder da razão controlando os apetites, e as segundas corrompidas pelos excessos da gula, da luxúria e da avareza.

Em Górgias, o sofista Cálicles insiste em que o prazer seria a essência da felicidade e do bem, e não o autocontrole ou a moderação: “Luxúria, excesso e licenciosidade… são virtude e alegria; todo o resto é mero fingimento, regras feitas pelos homens e contrárias à natureza, hipocrisia sem valor.” O sofista, alegando ser a temperança “contrária à natureza”, havia reduzido o homem a um animal sem reta razão, sem autocontrole e sem uma consciência. Sócrates, em resposta, compara os desejos do homem destemperado a um vaso ou peneira furada, “uma vida de desejo destemperado que não pode ser saciado jamais”.

Esse vaso furado Sócrates o compara a um pássaro sujo sempre comendo e defecando, e a um homem constantemente se coçando sem descansar. O filósofo se esforça por convencer o sofista do mundo de diferença que existe entre “bons e maus prazeres”, entre prazeres racionais ordenados pela razão e desejos animais regulados pelo instinto.

O sofista, no entanto, afirma que “alguém que queira viver de verdade, ao invés de reprimir seus apetites, deve estimulá-los ao máximo e ser capaz de lhes satisfazer, com coragem e inteligência, proporcionando o que quer que eles desejem”. O argumento do sofista resume a premissa da revolução sexual: não interessa o dano, a doença, a imoralidade ou as consequências, todo prazer sexual é admissível, desde que haja consentimento mútuo.

A que conduz uma vida de contracepção senão à perseguição desinibida de um “mau prazer” com os mesmos resultados fúteis e autodestrutivos de se derramar água dentro de um vaso furado? O que faz o aborto senão eliminar e descartar o bem da vida humana porque alguns seres humanos, como pássaros sujos e incapazes de reprimir seus apetites, escolheram “uma vida de desejo destemperado que não pode ser saciado jamais”?

O que são todos os argumentos, retórica e propaganda dos defensores da revolução sexual, enfim, senão o sofisma de tornar a razão escrava da paixão; transformar o argumento mais fraco no mais forte; reduzir o homem, animal racional, ao “primata de calças” — na expressão de C. S. Lewis —; e definir a natureza humana como instinto animal, ao invés de ordenação racional da alma?

Sócrates faz ao sofista uma última e profunda questão: quem faz mais à saúde de uma pessoa, o cozinheiro que cede ao prazer servindo-lhe apenas doces sobremesas, ou o médico que prescreve um remédio amargo para curar-lhe a doença? Ceder à natureza mais baixa do homem não produz a felicidade de um ser humano com alma racional. Ainda que haja bons e maus prazeres, o prazeroso não é sinônimo de bom, e o doloroso nem sempre é sinônimo de mau.

O uso correto da razão distingue entre prazeres temperados e destemperados, racionais e irracionais, mas o sofista só o que faz é perseguir o prazer a todo custo, seja a seu corpo, seja a sua alma, “sem traçar nenhuma distinção entre prazeres bons ou maus, e sem se preocupar com nada, a não ser com a própria gratificação, sejam quais forem os meios, faça-lhe bem ou mal.”

Prazeres destemperados produzem vontades desordenadas; vontades desordenadas provocam inteligências obscurecidas; inteligências obscurecidas, por sua vez, cedem ao corpo e ignoram a alma. A sabedoria do grande filósofo é luz eterna para inteligências obscurecidas.

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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