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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 23, 23-26)

Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.

Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”.

A Igreja celebra hoje a memória de um de seu maiores doutores, S. Agostinho, com o qual dificilmente poderia ombrear outro santo além do Apóstolo Paulo, doutor das gentes, cujos escritos, luz para os cristãos de todos os tempos, foram canonizados pelo Magistério eclesiástico e inseridos no catálogo das Sagradas Escrituras. À exceção de Paulo, contudo, não há talvez nenhum doutor maior do que Agostinho. Nem mesmo Tomás de Aquino, considerado por unânime aclamação dos romanos pontífices Doutor Comum da Igreja, teve a influência e o peso que teve o bispo de Hipona não só na história da teologia especulativa e moral, mas na vida de incontáveis fiéis que, inspirados pelo seu testemunho de conversão, abriram-se à busca da verdade e à ação da graça divina. A vida de Agostinho mostra-nos, com efeito, que o homem, quando jaz no erro e na ignorância, encontra-se como que desfigurado, “in regione dissimilitudinis” (Conf. VII, 10.16), com um coração profundamente inquieto, que não pode ter descanso até repousar na verdade e no amor de Deus. Mas o Senhor quer se encontrado por nós. Por isso, não cessa de atrair-nos de mil modos, dando a cada um as graças atuais suficientes de que precisa para sair da sombra do pecado e entrar na luz de Cristo. Que, a exemplo de S. Agostinho, doutor da graça, possamos reconhecer com sincero arrependimento o quão longe temos estado do Senhor: “Inveni longe me esse a te” (Conf. VII, 10.16), e peçamos a Deus que nos tire das lonjuras do pecado e nos introduza suavemente na intimidade do seu coração de Pai e Amigo.

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