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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 6, 36-38)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

O Evangelho de hoje nos convida a sermos misericordiosos como o Pai Celeste é misericordioso. Enquanto São Mateus expressa esse chamado dizendo: “Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito” (Mt 5, 48), São Lucas exorta-nos a imitar a misericórdia d’Ele, mostrando um aspecto essencial do amor de Deus: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36). Contudo, muitas vezes compreendemos a misericórdia de modo limitado, associando-a apenas ao perdão dos pecados.

Na realidade, misericórdia é todo amor que se inclina para quem é menor e necessitado. Logo, todas as manifestações do amor de Deus por suas criaturas são atos de misericórdia, pois Ele, amor em si mesmo — Pai, Filho e Espírito Santo —, vem ao encontro da nossa pobreza. E, evidentemente, não há misericórdia dentro da própria Trindade, porque, entre as pessoas trinitárias, não existe carência ou imperfeição, mas igualdade perfeita.

Podemos reconhecer a misericórdia divina em inúmeros dons: no simples fato de existirmos, na vida cotidiana, na saúde, na inteligência, em todos os bens que recebemos de Deus e muito mais ainda no perdão dos pecados, na salvação e nos dons sobrenaturais que Ele infunde em nós.

Entretanto, como podemos exercer a misericórdia se somos frágeis e limitados? A resposta está na graça divina. Deus nos eleva, comunica-nos seu próprio amor e faz de nós instrumentos da sua misericórdia. Assim, quem vive na graça pode conduzir outros a ela anunciando a Palavra, levando aos Sacramentos e ajudando os irmãos a saírem da miséria do pecado para a dignidade de filhos de Deus.

Por isso, não somos chamados a julgar ou condenar, mas a perdoar e a doar. Como ensina o Evangelho: “Não julgueis e não sereis julgados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo” (Lc 6, 37-38). Ou seja, a graça de Deus é derramada sobre nós abundantemente, e nós, repletos de seu amor, podemos exercer a misericórdia para com aqueles que não receberam ainda esses dons e essas graças, atuando como instrumentos da misericórdia divina.

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