Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 1, 29-34)
No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim’. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”
Hoje, primeiro sábado do ano, é um dia perfeito para recordarmos a Nossa Mãe Santíssima — que, em Fátima, pediu que desagravássemos o seu Imaculado Coração nos primeiros sábados.
De fato, o ano se inicia sempre com a Festa da Toda Santa Mãe de Deus, mas, às vésperas da Epifania, vemos a Virgem Maria como uma presença marcante da manifestação do Senhor não somente no Advento, mas também no Natal, porque não é possível celebrarmos o Menino Jesus sem celebrarmos a sua Mãe.
O Evangelho da Epifania, segundo São Mateus, recorda-nos sobre a viagem dos magos vindos do Oriente que, uma vez chegados a Belém, entram na casa — simbolicamente representando a Igreja — onde se encontram Maria e o seu Filho (cf. Mt 2, 9-11). É interessante notarmos esse detalhe do evangelista São Mateus, pois ele enxergou a realidade de que o Menino é adorado nos braços da Mãe e, portanto, a manifestação de Jesus se dá como manifestação junto à Maria. Poderíamos até dizer que a Virgem Santíssima foi o primeiro ostensório onde Cristo se manifestou aos povos como uma Luz que veio através dela e iluminou as nações.
Nós, que temos devoção a Nossa Senhora, especialmente aqueles que são consagrados a ela, precisamos reconhecer o papel salvífico de Maria em nossas vidas. Não se trata somente de termos devoção e acreditarmos na intercessão da Virgem Santíssima, mas também de compreendermos que ela não é como um dos tantos santos que intercedem por nós, porque nenhum deles foi escolhido por Deus para gerar o Filho em nossas almas. Por isso, se queremos verdadeiramente entrar na Igreja, precisamos antes encontrar Jesus nos braços da Virgem Maria, pois é ela que irá gerar lentamente o Cristo em nosso coração de pedra, e transformando-o num coração que ama e quer se entregar a Deus.
Diante disso, tenhamos como propósito, neste ano que se inicia, fazer crescer nossa devoção a Nossa Senhora, recorrendo a ela como intercessora e como aquela que tem o poder de gerar Jesus em nós. Principalmente neste tempo de Natal, celebremos também o nascimento de Cristo em nossas almas, deixando-nos transformar por Ele e reconhecendo o papel extraordinário da Virgem Maria em nossas vidas.
Realmente, se pararmos para meditar, é muito mais simples seguirmos o caminho que Deus escolheu. Ele poderia ter enviado o Espírito Santo e gerado o Filho em nossos corações de várias maneiras, mas Ele escolheu fazer isso através da Virgem Maria, a mulher mais santa e perfeita deste mundo, que verdadeiramente traz o Menino em seus braços e quer que Ele seja gerado dentro de nós.




























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