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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 16, 24-28)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.

De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? Que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.

S. Sisto II foi eleito bispo de Roma e, portanto, elevado ao sólio pontifício aos 30 de agosto de 257, num século em que a Igreja ainda sofria sob as violentas perseguições do Império Romano. Seu breve, mas fecundo pontificado — marcado, entre outras coisas, pela controvérsia sobre a validade do batismo dos hereges, que dividira por um tempo as igrejas africana e romana — duraria menos de um ano. Com efeito, no dia 6 de agosto de 258, durante uma perseguição de Valeriano, que se voltara com especial ferocidade contra as autoridades eclesiásticas, Sisto foi capturado em plena homilia na catumba de S. Calisto. Além dele, foram presos quatro diáconos, todos prontamente decapitados, como havia ordenado o imperador. O martírio de Sisto teve a particularidade de contar com o testemunho de outro mártir, um dos mais celebrados nos primórdios da Igreja: o diácono S. Lourenço. Como os soldados de Valeriano se adiantassem por dar morte primeiro ao Vigário de Cristo, Lourenço, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Aonde vais, ó pai? Tu nunca subiste ao altar sem a minha companhia? Por que agora, que vais oferecer em sacrifício tua própria vida, não me levas contigo?” O santo diácono, que sempre acompanhara o bispo na celebração da Liturgia, não quis deixá-lo erguer sozinho o cálice do seu sacrifício. Por isso, encarou com ânimo forte, pouco tempo depois, o martírio da grelha, entre cujas chamas ele, movido pela fortaleza do Espírito, pôde ainda dizer aos carrascos: “Virai-me, pois este lado já está bem assado”. Por tantos e tais exemplos de fortaleza evangélica, Sisto e Lourenço mereceram ser inseridos no Cânon romano, mais conhecido hoje como Oração Eucarística I [1]. Que estes dois santos, dignos da mais alta veneração por sua coragem em testemunhar a Cristo e defender a santa fé católica e apostólica, intercedam por nós dos seus tronos celestes, donde velam com grande amor por nós que ainda militamos neste mundo rumo ao triunfo da glória celeste.

Referências

  1. O texto desta homilia se baseia em R. Fischer-Wollpert, Os papas e o papado: de Pedro a Bento XVI. Trad. port. de Antônio E. Allgayer. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 19.
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