Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 8, 11-13)
Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?”. Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”. Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8 Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.
Celebramos hoje a memória de São Cirilo e São Metódio, missionários dos eslavos. Cirilo e Metódio nasceram em território de língua grega, mas foram missionários em povos que ainda não tinham recebido o Evangelho, numa região que hoje corresponde à República Tcheca, à Hungria e a outros territórios da Europa Central e Oriental. Sempre foram próximos do Papa, a ponto de São Cirilo morrer em Roma, testemunhando a realidade de uma Igreja plenamente católica, missionária e unida tanto no Ocidente quanto no Oriente.
Infelizmente, hoje em dia, muitas pessoas não compreendem a catolicidade e a missionariedade da Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de subir ao Céu, disse: “Ide, fazei discípulos a todos os povos”, atestando que todos os homens, por vontade de Deus, precisam ser católicos. No entanto, nos últimos séculos, foi introduzido na cultura ocidental o indiferentismo religioso, e a Europa, antes católica e missionária, evangelizadora de povos e continentes, começou a achar que estava criando um “imperialismo religioso”, pois “o importante era que as pessoas acreditassem em alguma coisa”.
Essa mentalidade, tipicamente maçônica, invadiu todos os espaços, dentro e fora da Igreja, de forma que a missionariedade sumiu. Hoje, São Cirilo e São Metódio seriam repreendidos e reprovados: “Como vocês saem da Grécia, submetem-se ao Papa, e depois vão evangelizar pessoas que já tinham religião? Além disso, ao aprender sua língua e formular o alfabeto cirílico, compondo aos povos eslavos textos de liturgia, vocês interferem em sua cultura!”.
O fato, porém, é que apenas os verdadeiros católicos, os que amam a Cristo, sabem que só existe um caminho. São Cirilo, antes de morrer em Roma, fez no leito de morte fervorosas orações pelo rebanho que Deus lhe havia confiado naquelas terras que não estavam totalmente evangelizadas, pedindo que a obra por ele iniciada fosse cuidada por Deus.
Também nós precisamos ser movidos por esse mesmo espírito. A missionariedade da Igreja Católica não é uma invenção e nunca será o imperialismo de uma mentalidade medieval, mas se torna um “império” pelo mandamento de Cristo, que ordenou: “Ide, evangelizai”. Eis o único caminho possível para sermos fiéis a Cristo. Eis o coração dos santos e da Igreja de dois mil anos. Que São Cirilo e São Metódio, de lá do Céu, intercedam por nós e nos ensinem a ter, como eles, grande ardor missionário.




























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