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A humanidade de Cristo nos santifica

Ao assumir a natureza humana, o Filho de Deus tornou-se Cabeça de todos os homens. É por meio da sua humanidade santíssima, ungida com o óleo suave do Espírito Santo, que recebemos “graça sobre graça” (Jo 1, 16).

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 17, 11b-19)

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura.
Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo.
Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”.

No Evangelho de hoje, Jesus, durante a sua oração sacerdotal na Última Ceia, faz uma afirmação que, à primeira vista, pode parecer estranha. Ele pede ao Pai: “Consagra-os na Verdade; a tua palavra é Verdade”; e, logo em seguida, afirma: “Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade” (Jo 17, 17-19). 

Mas como é possível que Jesus, sendo Deus, precise santificar-se? Para compreendermos isso, devemos recordar uma Verdade fundamental da nossa fé: Jesus possui duas naturezas, a divina e a humana. Enquanto Deus, Cristo é eternamente santo; porém, enquanto homem, sua humanidade foi santificada pela união com a Pessoa divina do Verbo. A humanidade de Cristo recebeu a plenitude da graça, mas não foi uma santificação comum, e sim uma santificação superabundante e transbordante, exatamente porque aquela humanidade estava unida à própria natureza divina.

Talvez tudo isso pareça um pouco difícil de compreender, mas existe uma realidade muito simples que todos nós já aprendemos no Catecismo: Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Além disso, há uma verdade profundamente importante para a nossa vida espiritual: nós não somos santificados diretamente por Deus Pai, de maneira abstrata e genérica. Todas as bênçãos, todas as graças e todos os dons que descem do Céu chegam até nós pela humanidade santíssima de Jesus. 

Recordemos o Salmo 133: “Como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos. É como óleo fino derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Aarão, até a gola de suas vestes”. A imagem é belíssima: o óleo da unção derramado sobre a cabeça desce abundantemente até atingir todo o corpo. Assim também acontece com Cristo e a Igreja: a graça derramada sobre Ele, Cabeça do Corpo, transborda sobre todos os membros até alcançar a orla das vestes, isto é, até chegar a nós.

Por causa disso, Jesus pede ao Pai: “Consagra-os na Verdade” (Jo 17, 17), porque quando recebemos o Espírito Santo da Verdade, que nos dá a fé em Cristo, somos colocados em contato com essa humanidade divina que nos santifica, e participamos da própria graça de Cristo. Como proclama o Prólogo do Evangelho de São João: “Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça” (Jo 1,16). A graça concedida à humanidade de Jesus não permanece somente n’Ele, mas transborda sobre toda a Igreja. E através d’Ele recebemos a vida divina.

Talvez alguém pergunte: “Mas o que tudo isso muda concretamente na minha vida?”. Muda tudo! Porque, na vida de oração, nós precisamos compreender profundamente essa centralidade de Cristo. É através da humanidade de Jesus que temos acesso a Deus. É olhando para Cristo e contemplando como Ele amou, sofreu, rezou, reagiu e entregou-se ao Pai que nós aprendemos o caminho da santidade. Não existe acesso ao Pai sem passar pelo Filho encarnado.

 Logo, devemos ter profunda devoção à humanidade de Nosso Senhor, amando cada detalhe da sua vida, dos seus gestos, das suas palavras e da sua Cruz, porque é por essa humanidade santíssima que a graça de Deus chega até nós. Desse modo, quanto mais nos aproximarmos de Jesus e meditarmos sobre sua santa humanidade, mais seremos santificados e receberemos a vida eterna.

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