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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 10, 1-9)

Naquele tempo o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.

Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”.

S. Lucas, evangelista, cuja festa temos hoje a alegria de celebrar, destaca-se na história da Igreja como companheiro missionário de S. Paulo (cf. 2Tm 4, 11). Natural de Antioquia, Lucas nasceu fora da religião judaica e foi, como consta da S. Escritura, perito em medicina (cf. Col 4, 14) e, no dizer de S. Jerônimo, “o mais erudito de todos os evangelistas” (Ad Dam., ep. XX, 4). É a ele que que se atribui a autoria dos Atos dos Apóstolos — livro escrito em grande parte em primeira pessoa, sinal de um testemunho direto dos fatos narrados —, que é como uma “continuação” do terceiro evangelho, também obra sua e, de certo modo, reflexo da pregação de S. Paulo aos gentios. Também em muitas epístolas canônicas consta, sem sombra de dúvida, a sua fidelidade constante ao Apóstolo das gentes (cf., por exemplo, Fil 24; 2Tm 4, 9-11). Este, contudo, não é de forma alguma a única fonte de que Lucas bebeu para escrever o terceiro evangelho. A narração da infância de Cristo, por exemplo, indica uma origem distinta, pois tem uma coloração peculiar, sobretudo se a comparamos com o relato paralelo de S. Mateus. Se neste, com efeito, a infância de Jesus é narrada da perspectiva de S. José, em Lucas é o ponto de vista de Maria que prevalece. Isso faz supor, com muita probabilidade, que ele teve contato direto com Nossa Senhora, que guardava em seu coração (cf. Lc 2, 19.51) tudo quanto dizia respeito ao seu amado Filho. Some-se a isto o fato de o terceiro evangelho, como se diz logo nos primeiro versículos, ter sido redigido após uma diligente investigação (cf. Lc 1, 3), o que exige, obviamente, uma consulta às fontes primárias, ou seja, às testemunhas oculares dos principais acontecimentos da Redenção. Essa especial relação que o evangelista teve com a Virgem SS. deu origem a uma piedosa tradição (confirmada por Nicéforo Calisto, Simeão Metafrasta e, antes deles, já no século VI, por Teodoro Anagnosta), segundo a qual Lucas teria composto o primeiro retrato conhecido de Maria, no qual se teria inspirado, tempos mais tarde, o autor do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A S. Lucas, cujo coração foi inspirado divinamente para relatar e transmitir a história da nossa salvação, peçamos a graça de uma terna e confiante devoção à Virgem bendita, àquela que nos mostra o único Caminho que leva ao Pai. — S. Lucas, evangelista, rogai por nós!

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