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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 8, 11-13)

Naquele tempo, os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

Após passar um tempo fora da Terra Santa, Jesus retorna hoje ao seu país e, logo após desembarcar, topa-se outra vez com a petulância dos fariseus. Lembremos como, em sua incursão pelo Líbano, pelo Jordão e pela Síria, na região da Decápole, Ele suscitara em seus discípulos e nos que vinham vê-lo de todas as partes mais profundos sentimentos de fé, humildade e confiança. Em contraste com a simplicidade da mulher siro-fenícia, que apesar de ser estranha ao povo escolhido tinha mais fé do que muitos em Israel, vemos hoje a incredulidade dos fariseus, que, apenas o vêem chegar, vão logo pedir a Cristo sinais, milagres e provas cabais do que Ele afirma de si mesmo. Enfastiado, o Senhor dá um suspiro profundo e diz: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”, porque Deus não se revela a ponto de obrigar invencivelmente a nossa inteligência, senão que deixa sempre, em suas manifestações, espaço o bastante para que possamos dar com plena liberdade o passo da fé. Do contrário, que mérito haveria em crer? Se, com efeito, víssemos a Deus face a face, tal como o veremos no céu, se Ele assim quiser, não poderíamos não querê-lo, não poderíamos não ser atraídos, como por um ímã irresistível, pela sua beleza, pela sua bondade, pela sua sabedoria. E se Ele nos criou como criaturas livres, é com a nossa liberdade que Ele quer ser buscado e amado. Revelando-se em aspectos aqui e ali, a esta ou àquela altura da história humana, Ele nos deixa entrever um pouco da sua grandeza, para que não nos cansemos de o buscar. Do mesmo modo, Cristo manifesta com sinais claros e suficientes à inteligência de todos a sua origem divina, mas sem nos obrigar nem tirar o mérito da nossa adesão livre e pessoal a Ele. É também por isso que, depois de realizar grandes obras, o Senhor proíbe seus seguidores de as divulgarem por aí, porque o que Ele deseja é que o povo o procure e encontre, não com o interesse mesquinho de conseguir alguma benesse, mas com a intenção reta e pura de quem, já movido pela graça, irá se abrir efetivamente ao dom da fé. Que, ao olhar para os nossos corações, Cristo não se encha da mesma tristeza que teve ao contemplar a pobreza de espírito dos fariseus, incapazes de crer por causa da soberba. Que, ao contrário, Ele faça jorrar em nossas almas uma fonte límpida de fé e humildade, que nos permita dizer todos os dias: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

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