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Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
13, 16-20)

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: "Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.

Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: 'Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar'. Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.

Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou".

Ao lavar os pés de seus discípulos, um gesto de imensa profundidade, Jesus ilustra de modo belíssimo aquilo que é, por assim dizer, a essência da sua entrega na Cruz: fazendo-se humilde como o mais simples dos escravos, Ele nos purifica dos nossos pecados pela aspersão do seu preciosíssimo sangue. Dando-nos, pois, o exemplo, Cristo deixou-nos também uma diretiva de vida: assim como Ele, despojado de sua glória, ofereceu-se pela nossa salvação, assim também nós devemos nos servir uns aos outros e cooperar para que todos alcancemos a santidade. O Texto Sagrado, no entanto, apresenta uma pequena "dificuldade": se Jesus nos chama a seguir o seu exemplo de humildade e serviço, por que então, poucos trechos adiante, declara: "Já não vos chamo servos [...]; mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai" (Jo 15, 15)? Afinal, Cristo deseja que sejamos servos ou amigos?

Nada verdade, é preciso recorrer aqui a uma distinção. Há, com efeito, dois tipos de servo: o que obedece ao seu senhor por temor do castigo e o que se lhe submete por amor e piedade. O primeiro, desprezando aquele a quem pertence, tem medo somente do chicote; o segundo, reconhecendo a grandeza de quem o domina, receia apenas ofender o seu superior. É a esta última forma de servidão que se refere Jesus e é sobre ela que se deve fundamentar a nossa amizade com Ele. Somos, de fato, chamados a ser amigos do Senhor; esta amizade, contudo, não deixa de pressupor uma radical desigualdade entre nós, míseras criaturas, e o nosso Amigo divino: "O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão" (Mt 10, 24). Cristo já o tinha dito: "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu o sou."

Por isso, para cultivarmos uma vida de verdadeira amizade com Deus, é imprescindível exercitarmos a virtude da humildade, colocando-nos sempre diante dEle como servos que, embora inúteis e desajeitados, querem de todo coração cumprir a sua vontade e evitar tudo quanto o possa ofender e desagradar. Sejamos gratos ao nosso Senhor e Amigo; façamos, com um sorriso sincero no rosto, aquilo que Ele mesmo nos mostrou ser o caminho para o amarmos e crescermos na sua intimidade: lavar os pés aos nossos irmãos, obedecer a Cristo no serviço aos outros, colocar-se como último em tudo e chamar muitas outras almas para este dulcíssimo convívio que é a santa amizade de Deus!

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