Tratamos na aula passada de um caso hipotético, tomado como exemplo por ser extremamente comum: a história de uma adolescente que vai ao confessionário queixando-se de andar irritada, mas, na verdade, sem que soubesse, sofria de depressão, coisa de que o sacerdote só foi suspeitar depois de recebê-la várias vezes e de colher uma série de informações. Ao final, como se deve fazer, o padre recomendou, ao lado da família, que a moça procurasse ajuda médica.
Continuemos a história. O médico confirma: é depressão. A menina inicia seu tratamento. Porém, pouco depois, a mãe, agora sozinha, procura o padre. Está com uma agonia no peito: “Padre, onde foi que eu errei? Como causei isso na minha filha?”
Antes que o padre diga qualquer coisa, a mulher já emenda uma outra: “A vó dela teve depressão. Então, é genético, padre? Está no sangue? A pobrezinha está condenada?”
Eis as duas acusações básicas de quem recebe um diagnóstico de depressão. Ou alguém é culpado, ou é coisa genética e, portanto, incurável. Duas hipóteses que são um beco sem saída. Duas hipóteses — graças a Deus! —que não correspondem à realidade.
Nesta aula, queremos justamente responder...














