Imaginemos o seguinte: uma mãe, depois de assistir às primeiras aulas deste curso, começou a observar o seu filho, de mais ou menos 20 anos, e avaliando o conjunto dos sinais e a duração deles, concluiu que o caso era preocupante; que podia ser depressão. Não por menos: o rapaz perdeu o emprego sem causa aparente; os amigos desapareceram; e ele está cada vez mais isolado. Durante o dia, dorme; durante a madrugada, a luz do quarto acesa. Já não tem o menor apetite.
Diante de todos esses sintomas, considerados o conjunto e a duração, a mãe resolve conversar com o rapaz: “Filho, vamos procurar ajuda?”. E o filho topa.
Mas, para onde ir?
Na cabeça dessa mãe, psiquiatra e psicólogo são nomes embaralhados. Seriam a mesma coisa? Sem saber por onde começar, ela vai à UPA e coloca o nome do seu filho numa lista para atendimento psicológico daqui a quatro meses. Enquanto isso, a situação se agrava. O rapaz emagreceu, não sai de casa de jeito nenhum, anda cada vez mais recluso. Nos últimos tempos, só responde — quando responde — por monossílabos: “sim”, “não”.
Quando finalmente passam-se os quatro meses, ele é atendido pelo psicólogo e se vê...














