Temos visto que certos sinais podem indicar — não diagnosticar — que uma pessoa sofre de depressão. Agora, quando é que a ação fica urgente? Quando é preciso intervir de maneira imediata para se evitar o pior dos desfechos? Para ilustrar, vejamos dois casos distintos.
No primeiro, temos uma senhora, com quase 70, que acabou de ficar viúva. Os filhos estão preocupados. A mãe chora todos os dias; chora quando vai à Missa, chora quando abre o guarda-roupa, chora quando vê uma foto. A família cogita: “será que mamãe não está depressiva?”. Na dúvida, procuram o padre e perguntam se não é o caso de levar a senhora ao médico.
A preocupação é legítima, mas, como já dissemos, para se chegar a uma opinião razoável sobre a saúde mental da pessoa, é preciso olhar para o conjunto da sua vida. Essa senhora, apesar da tristeza, do choro constante, continua cozinhando, cuidando da casa, ralhando com os netinhos. Há um luto em processamento, mas sua vida, tomada no conjunto, não está totalmente afetada.
Agora, um outro caso: um homem com seus cinquenta e tantos anos que, de repente, dá sinais de depressão. Já não faz mais nada daquilo que gosta. Anda...














