Para contextualizar o tema desta aula, voltemos ao caso da adolescente. Depois da última visita ao padre, a mãe levou a filha a um especialista e a menina, diagnosticada com depressão, começou a tomar um medicamento. A mãe então, aflita, agoniada, voltou uma terceira vez à sala do sacerdote. Dessa vez, não a comoveu o sentimento de culpa nem a penalização por achar que a doença é genética e, portanto, incurável. Agora o problema é o remédio. Já faz duas semanas que se iniciou o tratamento, e nada. A moça continua emburrada, casmurra, borocochô, enfiada em seu quarto com seu olhar triste.
Familiares percebem a situação e dividem-se. Um partido afirma: “É só esperar! Daqui a pouco o remédio faz efeito e ela estará novinha em folha”. A oposição retruca: “Eu é que não boto fé nesses remédios! Mulher, isso aí vicia e nem resolve nada. É tudo coisa da indústria farmacêutica, que vive de encher os bolsos de dinheiro, vendendo falsa esperança. Na verdade, a menina precisa rezar mais, isso sim”.
Daqui podemos tirar as três perguntas que pretendemos responder nesta aula:
“É verdade que só basta esperar o remédio fazer efeito, como uma pílula...













