A liderança cristã não se define como poder ou domínio, mas como aliança e entrega. Ser cabeça da família, ou de qualquer comunidade confiada à nossa responsabilidade, implica assumir uma forma específica de amor, que nos configura interiormente e nos ordena para o serviço. Isto vale para o esposo no matrimônio, para o pai na família e também para o sacerdote em relação à Igreja.
1. Cabeça e Corpo: a lógica esponsal
A Escritura se serve da imagem de Cristo como Cabeça unida ao seu Corpo, que é a Igreja, para expressar a estrutura da vida cristã. Cristo é o esposo que se une à alma fiel, e é nessa união que o homem tem acesso às coisas de Deus.
O sacerdócio participa da mesma lógica. O padre é, de certo modo, esposo da Igreja, o que aliás explica a conveniência do celibato. Cristo não contraiu matrimônio natural, porque a sua missão era unir-se esponsalmente à humanidade redimida. A liderança cristã nasce sempre de uma união, nunca do isolamento.
2. Santidade, participação na vida divina
O projeto de Deus para o homem é de índole ontológica. O fim último da vida cristã é a participação na natureza divina. A tradição expressa isso por meio da...










