Introdução
Na revelação do Antigo Testamento, a unidade de Deus é como o primeiro artigo e o fundamento da fé judaica. O Novo Testamento apela à mesma doutrina, confirmado-a em sentido idêntico àquele em que fora proposta na primeira Aliança. A unidade divina, além disso, é não só defendida com o fim de excluir os deuses falsos adorados pelas nações, mas ensinada em termos absolutos, a fim de excluir qualquer distinção ou multiplicação numérica de divindades. É por isso que, na legislação mosaica, o artigo de fé que ocupa o primeiro lugar, tanto em ordem quanto em dignidade, é o contido na solene exortação: “Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6, 4), que precede todos os mandamentos da Lei.
A mesma unidade numérica da substância divina está presente nos livros do Novo Testamento, pressuposta sempre que neles se distinguem e enumeram lado a lado o Pai, o Filho e o Espírito Santo; quando se diz que o Pai e o Filho são um, ou que os três são um; quando se lhes atribui um único e mesmo nome; quando se diz que o Filho está no Pai e o Pai no Filho, ou que tudo o que têm o Filho e o Espírito Santo se resolve e recapitula no Pai como em sua...




















