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Ex-transexual desmascara “A Garota Dinamarquesa”
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Ex-transexual desmascara
“A Garota Dinamarquesa”

Ex-transexual desmascara “A Garota Dinamarquesa”

Estreando nos cinemas, “A Garota Dinamarquesa” retrata bem os problemas emocionais dos transgêneros, mas omite as consequências da cirurgia de transgenitalização e a necessidade de tratar os transtornos psicológicos que essas pessoas enfrentam.

Walt Heyer,  The Public DiscourseTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere17 de Fevereiro de 2016
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Por alguns momentos, era como se eu fosse obrigado a assistir a um daqueles intermináveis comerciais de TV. Quando as previsíveis frases de efeito chegariam ao fim?

A Garota Dinamarquesa está repleto de sentimentos fofinhos e emocionais, projetados para convencer heterossexuais "homofóbicos" ou "transfóbicos" de que as dolorosas reviravoltas da vida de um transgênero são realmente uma busca saudável e corajosa para abraçar o seu verdadeiro eu. O filme vem à tona com pontos de discussão familiares à agenda LGBT. Em um momento chave, o personagem principal exclama ser, finalmente, quem ele é.

Baseado no romance de mesmo nome de David Ebershoff e dirigido por Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa conta a história de Lilli Elbe, um dos primeiros pacientes conhecidos a passar pela cirurgia de mudança de sexo. O filme estrela Eddie Redmayne no papel de Einar Wegener/Lilli Elbe, o transgênero que emerge mulher. Alicia Vikander interpreta Gerda, sua devotada esposa, que ama profundamente o seu marido e permanece fiel a ele durante todos os anos de sua decadência.

Ainda que bem encenado, o filme não passa de uma ferramenta de propaganda LGBT. É verdade que pessoas com transtorno de gênero estão sofrendo. O que o filme não conta é que, muito frequentemente, pacientes transgêneros continuam a sofrer mesmo depois da cirurgia, porque os seus problemas psicológicos permanecem sem tratamento. Sei disso por experiência própria, porque eu já fui uma mulher transgênero e me arrependo de minha cirurgia de mudança de sexo.

A trama. O filme é gravado na Dinamarca, nos anos 1920. Em suas primeiras aparições, Einar, o marido, é um artista estável, com algum sucesso no mundo da arte, e não exibe nenhum aparente distúrbio de gênero ou tendência homossexual. Gerda, também artista, é uma mulher atraente que ama o seu marido, mas que se esforça por ganhar reconhecimento em sua profissão. Eles parecem ser um casal normal de apaixonados.

As coisas começam a ficar estranhas quando Gerda precisa de uma modelo para terminar uma pintura. Ela pede a Einar que a ajude posando como mulher. Obviamente, é a primeira vez que Einar faz uma coisa do tipo, e ele precisa da ajuda da esposa para vestir as macias meias de náilon. Einar deixa os seus pés caírem nas pequenas e rendadas sandálias, e assume uma pose feminina para a pintura. Ele é um assistente relutante, mas amavelmente cede aos desejos de Gerda. Eles fazem isso como uma brincadeira, mas tudo acaba indo longe demais.

Gerda é levada pelo entusiasmo de Einar posando como uma mulher. Ela encoraja a recém-criada mulher, que eles jocosamente chamam de Lilli, a ser amável e bonita. Ao desenhá-lo, Gerda descobre sua paixão inexplorada pela arte e ele, por sua vez, fica fascinado por seus retratos como mulher. O gatilho foi puxado. Einar se apaixona pelo modo como ele aparece vestido de mulher. Isso não é transsexualismo, mas um fetiche sexual, impulsionado pela força e pelo entusiasmo que o incentivo de Gerda insuspeitamente despertou. Einar começa a se travestir às escondidas e a explorar o fascínio sexual de estar vestido com tecidos macios e sedosos.

O termo médico para o comportamento exibido por Einar – um homem que se excita sexualmente com a ideia de ser ou tornar-se uma mulher – é autoginecofilia. Einar substitui o amor esponsal por sua mulher pelo amor de uma imagem no espelho e na tela de uma pintura.

A encenação atinge um novo nível quando, por alguma razão, Gerda incentiva o seu marido a acompanhá-la em uma exposição de arte caracterizado de mulher. Gerda põe uma peruca em Einar, aplica-lhe uma maquiagem e escolhe um conjunto. Ela ensina a ele como andar e se portar enquanto mulher. Na noite da festa, Gerda se diverte usando o disfarce de Einar para enganar os seus conhecidos, até que ela o flagra em um beijo romântico com um homossexual. Lilli está à solta e dando pulos de contentamento, até que Gerda finalmente percebe o que provocou.

Gerda não sabe o que fazer com Lilli, cujas aparições indesejadas e repentinas passam a ser cada vez mais frequentes. Ela se aproxima de um amigo de infância de Einar, de quem ele tinha perdido contato. Quando ela diz a Einar que seu amigo quer vê-lo, Einar conta-lhe sobre um antigo e esquecido incidente de sua juventude, quando seu amigo lhe deu um beijo por ele ser "muito bonito".

O filme segue a sua marcha inexorável, mostrando a gradual emergência de Lilli, o completo desaparecimento de Einar, bem como a angústia, a solidão e a frustração de sua esposa abandonada, que chora a perda do homem que era o seu marido. Ver a angústia de Gerda fez-me lembrar outro filme, Uma Mente Brilhante ("A Beautiful Mind"), no qual a esposa assiste, impotente, ao declínio de seu marido rumo ao colapso mental.

Walt Heyer.

Paralelos com a minha vida. As experiências de minha primeira infância evocaram em mim os mesmos desejos que despertaram dentro de Einar. No caso dele, a experiência que influenciou sua vida futura ocorreu com um colega de infância. No meu caso, eu tive uma avó que secretamente começou a me travestir quando eu tinha quatro anos de idade. Ela costurava vestidos especiais para que eu usasse e me dizia quão bonito eu ficava modelando para ela.

Como Einar, casei-me com uma mulher e vivi como homem. Como Einar, eu me travestia em segredo e eventualmente comecei a sair em público vestido de mulher. Também eu me senti energizado pela experiência. Depois de algum tempo, meu desejo de ser uma mulher cresceu forte e eu senti que não tinha escolha, a não ser tornar-me "Laura" (o nome da minha persona feminina), a fim de "ser quem eu realmente era". Como Lilli, eu quis matar minha identidade masculina para que Laura pudesse viver. Foi por isso que me submeti a uma transformação cirúrgica completa.

Lilli não teve a oportunidade de viver como uma mulher transgênero para comprovar se viver assim satisfaria as suas expectativas e serviria como caminho para ela encontrar a paz. Na vida real, Lilli Elbe morreu de uma infecção alguns dias depois da sua segunda operação de transgenitalização. Hoje, as técnicas cirúrgicas para transgêneros não oferecem grande risco de vida. Depois de me submeter a essa mesma cirurgia, eu vivi como transgênero por oito anos, vivendo e trabalhando por um tempo em San Francisco. Imediatamente após a cirurgia, eu exultava por ter finalmente feito a transição – mas o entusiasmo logo passou.

No decorrer do tempo, descobri que a vida como mulher não poderia me trazer a paz. Para minha surpresa, eu ainda alternava entre ser Walt e ser Laura, geralmente várias vezes em um dia. O que quer que me tivesse feito querer mudar minha identidade de gênero, não tinha sido solucionado com a cirurgia de mudança de sexo nem com a minha vida de mulher. Continuei, então, à procura de uma resposta.

Um retrato fiel, até certo ponto. O filme retratou fielmente os problemas psicológicos e emocionais pelos quais passam os transgêneros, ilustrando o quanto é difícil diagnosticá-los e tratá-los. Fez um bom trabalho ao mostrar como a inquietação com a própria identidade sexual pode começar de um incidente aparentemente pequeno na infância e, então, evoluir na vida adulta para um severo mal-estar, que eventualmente conduz à cirurgia de transgenitalização.

O público acompanha Einar, desde o seu relutante crossdressing assistindo sua mulher com a pintura, passando por sua excitação com a ideia de tornar-se mulher, até a rejeição de sua identidade masculina e de seu casamento com Gerda. Lilli deseja fervorosamente a cirurgia, mesmo que isso arrisque a sua vida. Imediatamente após a operação, Lilli aparece verdadeiramente feliz com sua decisão.

Muitos transgêneros concordariam com isso pela sua experiência. Eu vi a mesma progressão acontecer na minha vida. Contudo, dado que Lilli morreu após a segunda cirurgia, o filme só pôde retratar os seus anseios pré-transição e o efeito imediato da cirurgia, não a realidade pós-transição a longo prazo. No meu caso, a transição prometia uma vida tranquila, mas depois que a euforia inicial se foi, só me restou o desespero. Até que eu determinasse parar de viver como Laura e fizesse o que fosse preciso para ser Walt, eu não tive paz. Estar aberto a reconstituir a minha masculinidade foi o que mudou tudo.

Quando recebi um diagnóstico adequado de minha dupla personalidade, o primeiro tratamento efetivo podia começar. Levou muitos anos, mas persisti com o tratamento para o transtorno dissociativo e meus desejos de ser mulher se dissolveram até desaparecerem completamente. Aprendi que a cirurgia de mudança de sexo não era necessária. Mas já era tarde. Meu corpo tinha sido irreversivelmente mutilado.

Eddie Redmayne interpreta "A Garota Dinamarquesa".

Desordens geram desordens. Geralmente, o diagnóstico de pacientes que se identificam como transgêneros é de "disforia de gênero". De acordo com o DSM-5 (a última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a doença é caracterizada por uma acentuada incongruência entre o gênero com que a pessoa se expressa e o seu sexo biológico, com a duração de pelo menos seis meses. Ainda que não se fale muito sobre isso, estudos mostram que a maioria dos pacientes transgêneros sofre, ao mesmo tempo, com outros transtornos de comorbidade.

São bem evidentes no filme os outros transtornos de Einar. No começo, vemos os primeiros sintomas de autoginecofilia: Einar se converte em objeto da própria afeição na identidade de Lilli. Depois de ser alimentada e incentivada por um tempo, a desordem evolui para uma obsessão narcísica de autogratificação à custa do relacionamento com a sua esposa.

Das pinturas de Gerda, o desejo que Einar tem de tornar-se uma mulher se transforma em obsessão. Suas novas e poderosas emoções mudam a visão que ele possui de si mesmo como homem. Eventualmente, Lilli se dissocia de Einar, e duas personae passam a existir juntas em uma só. O nome disso é transtorno dissociativo (ou dupla personalidade). Sem perceber, Lilli assume totalmente o controle da situação e transforma Einar na mulher das pinturas de Gerda.

Lilli diz que Einar está morto, que se foi. Essa declaração demonstra mais uma desordem do que propriamente a realidade, porque é Einar quem continua ali falando. Eu fiz declarações semelhantes sobre Walt. Disse que queria a morte dele e um velório adequado para ele, a fim de que Laura pudesse viver livre. Essa é uma mente perturbada falando. Como depois se constatou, eu também sofria de comorbidade.

Os produtores de A Garota Dinamarquesa estão claramente tentando vender a popular ideia de que, preso no corpo de Einar, o que viveu não foi senão uma mulher. Não se deixe enganar pela propaganda. Olhe um pouco mais de perto, e você verá uma série de desordens mentais mal entendidas e não diagnosticadas que levaram Einar a se tornar Lilli, uma mulher transgênero. Pessoas com transtorno de identidade de gênero não nasceram assim (não são "born this way"), elas se formam a partir das experiências à sua volta, que moldam as suas emoções e os seus desejos.

Prover real assistência psiquiátrica. Quando os créditos começaram a subir, virei-me à mulher de meia idade sentada ao meu lado e perguntei-lhe o que ela tinha achado do filme. "Parecia uma propaganda!", ela respondeu. "Vivo em uma vizinhança com pessoas que precisam de assistência psiquiátrica e que perambulam pelas ruas, e ninguém aparece para ajudá-las."

Em certo sentido, a mesma descrição se aplica aos transgêneros: eles precisam de uma verdadeira assistência psiquiátrica, mas geralmente não têm ninguém que os ajude. Mais de 60% dos pacientes com disforia de gênero sofrem com outros transtornos: desordens psicológicas ou psiquiátricas, como dupla personalidade; fetiches sexuais, como autoginecofilia; e transtornos de humor, como depressão. Em quase todos os casos, esses transtornos poderiam ser resolvidos sem nenhuma intervenção cirúrgica, se os pacientes recebessem tratamento adequado, incluindo psicoterapia e medicação.

Uma pesquisa de 2011 descobriu que 41% dos transgêneros reportam terem tentado suicídio ao menos uma vez na vida. Tristeza e suicídios foram notados pela primeira vez em 1979, pelo Dr. Charles Ihlenfeld, endocrinologista da clínica de Harry Benjamin, mundialmente conhecido por seu trabalho com transexualidade. Depois de seis anos ministrando terapias hormonais para 500 pacientes transgêneros, Dr. Ihlenfeld disse que 80% das pessoas que queriam cirurgia de mudança de sexo não deveriam tê-la. A razão? As elevadas taxas de suicídio na população de transgêneros que foi operada. Mais surpreendente ainda, Dr. Ihlenfeld afirmou que a cirurgia de transgenitalização nunca foi intentada como uma solução a longo prazo, mas apenas como um adiamento temporário.

Ainda que suas intenções possam ser boas, muitos ativistas LGBT terminam afastando os transgêneros da verdadeira ajuda de que eles precisam. Como os seus transtornos mentais não são tratados adequadamente, a tendência é que os índices de suicídio na população de transexuais continuem altos.

Em uma cena de A Garota Dinamarquesa, um especialista diagnostica Einar com esquizofrenia paranoide. Antes que o médico voltasse com uma equipe para interná-lo, Einar foge, como é compreensível, com medo do tratamento bárbaro que o esperava. No futuro, a atual prática de recomendar a transgenitalização para quem quer que esteja insatisfeito com o seu sexo biológico será vista como um método igualmente bárbaro. E eu espero ansiosamente por esse dia.

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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