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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
11, 37-41)

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: "Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós".

No Evangelho desta 3.ª-feira, Nosso Senhor ensina a um fariseu e a todos nós com que disposições se deve adorar a Deus. Rompendo o legalismo farisaico, Jesus nos mostra que a verdadeira pureza por que prestamos culto ao Pai não é a das mãos, mas aquela que vem de um coração sincero. Portanto, continua Cristo, aquilo que nos torna impuros vem também do coração: a maldade, o pecado, a iniquidade etc. Para compreendermos melhor o porquê deste conflito entre Jesus e o farisaísmo, lembremo-nos de que, no Antigo Testamento, Deus de fato instituíra uma série de prescrições legais que pretendiam garantir a pureza ritual dos sacerdotes; os fariseus, porém, estenderam-nas ao restante da população. Apesar do culto exterior, promulgado por causa da rudeza da nação, o povo judeu continuou a honrar o Senhor com os lábios, mas o seu coração ainda permanecia longe dEle (cf. Mt 15, 8; Is 29, 13).

A preocupação de Jesus com esta forma de hipocrisia é basicamente a mesma que a dos antigos profetas. A diferença é que apenas Cristo, unindo-nos a si, pode fazer crescer em nosso peito um coração puro e entregue a Deus. Se aos profetas, por um lado, só era possível denunciar a mentira por trás de um culto insincero e mecânico, Jesus, por outro, é plenamente capaz de aproximar verdadeiramente os corações de Deus e de os fazer prestar um culto digno do Senhor. Por isso, é importante que em nossa oração diária nos dirijamos a Cristo e Lhe peçamos a conversão verdadeira, sincera, profunda, do nosso coração. Temos de pedir que a sua graça nos permita prestar-Lhe um culto verdadeiro, que irrompa do nosso coração com fé e amor.

A Liturgia de hoje nos propõe como exemplo dessa busca e desse ardor a beata portuguesa Alexandrina de Balazar (1904-1955), morta no aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima. Sacrificando a própria saúde por amor à pureza e a Deus, essa mulher extraordinária consagrou sua paraplegia à reparação das ofensas feitas a Jesus Sacramentado. Modelo de boa vontade e retidão de intenção, a Beata Alexandrina, no seu sofrimento, na sua limitação, soube oferecer a Deus um culto puro, limpo, sincero. Sigamos os passos desta alma oferecida como vítima para reparar as injúrias com que é alvejado e vilipendiado o Sacratíssimo Coração de Jesus. Que Alexandrina de Balazar interceda por nós e nos alcance a graça de adorar e receber a Cristo Eucarístico com mais devoção, com mais fervor, com um coração puro e transbordante de amor.

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