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255. A rocha firme da caridade

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
7, 21-29)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.

Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!" Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

No Evangelho que a Igreja hoje nos propõe, Jesus explica aos discípulos a necessidade de fazer o bem com reta intenção. Ainda que profetizar e expulsar demônios sejam atos bons em si mesmos, que valor terão eles se não forem motivados pela verdadeira caridade cristã? "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus", explica Jesus, "mas o que põe em prática a vontade de meu Pai", ou seja, todo aquele que faz o que é reto e justo com o propósito único de servir e agradar a Deus. É por isso que o Apóstolo Paulo escreve à comunidade de Corinto estas já conhecidas palavras: "Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria" (1Cor 13, 3). Quantas boas obras são todos os dias desperdiçadas por quem as faz por razões erradas (interesses, vaidade, orgulho...)! Nem os mais heroicos sacrifícios têm valor aos olhos do Céu se não forem animados por aquele amor sobrenatural à divina bondade do Senhor: "se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine" (1Cor 13, 1)! Peçamos, pois, ao Espírito Santo que derrame em nossos corações este amor que só Ele nos pode dar e clamemos hoje continuamente ao Pai: "Dá-me, Senhor, o amor com que queres que eu te ame" (São Josemaria Escrivá, Forja, n. 270).

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