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261. As curas de Jesus

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
9, 1-8)

Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!"

Então alguns mestres da Lei pensaram: "Esse homem está blasfemando!" Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: "Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?

Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — "Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa". O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

O Evangelho de hoje apresenta-nos a cura de um paralítico. Como sabemos, os milagres operados por Cristo, além de serem fatos concretos registrados pelos Evangelistas, são também — e sobretudo — sinais messiânicos: por meio da cura de doenças e outras mazelas terrestres, Jesus não quer nem satisfazer a curiosidade dos homens nem tampouco abolir de uma vez para sempre os males físicos do mundo (cf. Lc 12, 13s; Jo 18, 36); Ele deseja, ao contrário, que contemplemos em suas obras uma ação mais profunda, que é a libertação "da mais grave das escravidões, a do pecado" (CIC 549). A erradicação definitiva das dores e dos sofrimentos que aqui nos afligem só terá lugar ao Final dos Tempos, quando os corpos dos eleitos enfim ressuscitarem para a glória do Céu (cf. Jo 5, 29; 1Cor 15, 22s); neste meio tempo, enquanto caminhamos na esperança, devemos renunciar a nós mesmos e, segundo a ordem do Senhor, tomar dia após dia a nossa cruz (cf. Mt 16, 24), "porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á" (Mt 16, 25).

Firmes e constantes na verdadeira fé, não nos deixemos agitar pelo sopro de doutrinas falsas (cf. Ef 4, 14) que querem fazer de Deus um "curandeiro" à disposição de nossos caprichos e lamúrias. "A vitória messiânica sobre a doença", é preciso reafirmar, "não se realiza apenas eliminando-a com curas prodigiosas, mas também com o sofrimento voluntário e inocente de Cristo na sua Paixão, e dando a cada homem a possibilidade de se associar à mesma" (Instrução sobre as Orações para Alcançar a Cura, I, n. 1). Acolhamos, pois, com humildade e alegria os sofrimentos que o Senhor quiser enviar-nos; Ele, embora fosse sem pecado, não recusou sofrer por amor a nós: redimindo-nos na Cruz por sua dolorosíssima Paixão, redimiu também a própria dor, elevando-a "ao nível de Redenção. Por isso, todos os homens, com o seu sofrimento, se podem tornar também participantes do sofrimento redentor de Cristo" (João Paulo II, Carta Apostólica "Salvifici Doloris", n. 19). Ao final de nossa meditação, imploremos o auxílio de Maria, Mater dolorosa, para que Ela nos ajude a trazer no coração as chagas de seu Filho, aos pés de cuja Cruz devemos, com fé e fidelidade, permanecer a todo momento.

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