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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 10, 11-18)

Naquele tempo, disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai”.

Fala-nos Cristo no Evangelho de hoje que há de entregar por si mesmo sua vida e há de retomá-la depois por seu próprio poder. São as duas verdades em que devemos renovar nossa fé neste tempo da Páscoa, e também os dois escândalos por que tantos a rejeitam no todo ou a deformam em parte. Diz Jesus que há de retomar sua vida, referindo-se ao mistério da Ressurreição, e diz que a entregou livremente, referindo-se ao da Paixão. E porque em ambos os mistérios se manifesta, contra toda expectativa humana, a bondade divina e se anunciam as duas melhores notícias que já ouviu o mundo, por isso muitos as rejeitam em bloco, julgando tratar-se de loucuras ou mentiras, e tantos as deformam em parte, julgando excessivo o que contêm. Com a Ressurreição, revela Cristo que a morte já não tem poder sobre Ele nem sobre os que o seguirem. Com a Paixão, revela que o homem é tão amado de Deus, que vale a vida de seu Filho unigênito. Por não crerem que um Homem voltou da morte e que por ela todos podem ganhar a vida, muitos rejeitam a primeira e, com ela, toda a fé cristã; por não aceitarem que Deus, tendo um Filho, o entregou ao suplício por amor à criatura, outros deformam a segunda e, com ela, a identidade de Nosso Senhor. Para aqueles, Cristo nem era Deus nem ressuscitou, se é que existiu; para estes, não era Deus, apesar de ter ressuscitado “em nossos corações”. Mas para nós, se somos verdadeiros católicos, Cristo, sendo Deus, experimentou em sua humanidade a morte física e, sendo Homem, retomou gloriosa a própria vida pelo poder de sua divindade, e tanto no dá-la como no retomá-la foi movido por um único e fundamental motivo, que é o seu amor aos homens: “Eu dou minha vida pelas ovelhas”, não porque a tirem de mim, mas porque “eu a dou por mim mesmo […] e tenho poder de recebê-la novamente”. Que sejam estes os dois artigos mais presentes ao nosso coração neste resto de Páscoa, porque neles estão contidas nossas duas maiores alegrias e nossas duas melhores armas contra os desvios na fé: Jesus, Verbo encarnado, morreu verdadeiramente por nossa salvação, e ressuscitou verdadeiramente como primícia dos mortos e causa exemplar de nossa glorificação. Ele, elevado à destra do Pai, é a nossa Cabeça viva, Deus eterno e Homem perfeito, a quem esperamos nos unir um dia em corpo e alma, depois da páscoa deste mundo, na plenitude da glória eterna. Amém.

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