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Festa da Conversão de São Paulo

“Durante a viagem, estando já perto de Damas­co, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’” (At 9, 3-4).

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 16, 15-18)

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

Tem a conversão de S. Paulo Apóstolo, cuja festa celebra hoje a Igreja Católica, uma semelhança e duas diferenças em relação às conversões ordinárias: a primeira se refere à natureza, e as últimas ao modo da conversão. A semelhança consiste em que tanto em uma como nas outras é Deus quem nos converte, ao levar a ato a graça suficiente com que já vinha chamando a si nossa alma pecadora. Denomina-se suficiente, com efeito, a graça a que podemos consentir e em virtude da qual, antes mesmo de respondermos, já nos falava Deus ao coração; chama-se eficaz, por outro lado, a graça a que de fato consentimos e pela qual Deus finalmente nos conquista o coração. Era suficiente, pois, a graça com que Deus chamava a si o perseguidor dos cristãos: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9, 4), e eficaz a graça que o fez render-se a Cristo: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). É suficiente a graça com que Deus nos estende as mãos, sendo nós inimigos seus: “Estendia constantemente as mãos a uma nação indócil e rebelde” (Is 65, 2), e eficaz a graça com que finalmente nos puxa pelos braço, tornando-nos amigos seus: “Sua mão está estendida, quem o fará retirá-la?” (Is 14, 27). As diferenças estão em que, apesar de serem sobrenaturais todas as conversões, a de Paulo foi milagrosa, ao passo que a nossa se dá no curso ordinário da Providência; a de Paulo, ademais, foi instantânea, enquanto a nossa é quase sempre gradual. Foi milagrosa a conversão de Paulo, com efeito, porque se deu sem nenhuma ocasião humana, mas por intervenção direta e extraordinária de Deus: “Cercou-ou uma luz resplandecente vinda do céu e, caindo por terra, ouviu uma voz” (At 9, 3-4); a nossa, ao contrário, Deus a realiza muita vez por intermédio de causas segundas, como a pregação da Igreja, o exemplo dos santos, a harmonia e beleza da doutrina cristã, as provações pessoais etc. Foi instantânea, enfim, a conversão de Paulo, porque num átimo Deus o converteu de ferrenho perseguidor a zeloso pregador do Evangelho: “No mesmo instante, caíram dos olhos de Saulo umas como que escamas […], e imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus” (At 9, 18.20); a nossa, por sua vez, se vai aperfeiçoando e aprofundando com o tempo, até que, tendo-nos despojado por completo do homem velho, nos revistamos plenamente de Jesus Cristo, conformados pela santidade à imagem daquele que é imagem substancial do Pai. 

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