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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 17, 14-20)

Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: “Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epiléptico, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!”

Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”.

Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?”

Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

Por ocasião da memória litúrgica de S. Clara de Assis, vale a pena refletir hoje sobre a importância do carisma franciscano nos dias atuais. Deus, que age sempre na hora certa, enviou S. Francisco à Igreja numa época em que, a passos lentos, começava a surgir o que conhecemos hoje como burguesia medieval e, com ela, o poder econômico adquiria cada vez mais autonomia e peso dentro da sociedade. É nesse quadro de paulatina valorização do dinheiro e dos bens temporais que o poverello de Assis irá exortar os cristãos a voltarem à pobreza evangélica, inspirada no desprendimento total de Nosso Senhor e seus discípulos mais fiéis. Apesar dos abundantes frutos da Ordem Franciscana, aquele poder econômico surgido nas primeiras cidades irá agigantando-se século após século até converter-se no sistema financeiro que alimenta hoje todas as revoluções que visam destruir o cristianismo, não só pelo financiamento de pautas e agendas contrárias à moral cristã (como o aborto, a eutanásia, os contraceptivos, a reprodução artificial, as uniões homossexuais etc.), mas também pelo incentivo de uma busca desenfreada por dinheiro, sucesso profissional e segurança econômica. O resultado desse processo está à vista de todos: famílias esfaceladas, filhos abortados, casamentos destruídos, irmãos digladiando-se como abutres sobre o espólio de um pai falecido, pessoas reduzidas à condição de números, descartáveis e substituíveis… Contra esse império de Mamon não há outro remédio senão o despojamento de Nazaré, pois “nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 13). Que possamos empenhar-nos, começando por nossos próprios hábitos, em exorcizar esse apego quase hipnótico às riquezas e comodidades do mundo. Sem um coração desapegado, como iremos entrar no Reino prometido aos pobres e pequeninos? — Que S. Francisco e S. Clara de Assis intercedam por nós e alcancem-nos, por seus méritos e preces, a graça de um coração pobre para o mundo, mas rico para Deus.

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