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625. Memória do Martírio de São João Batista

Ao celebrar hoje a memória de São João Batista, a Igreja faz-nos recordar não só o testemunho de fé e retidão que, do início ao fim da vida, deu o Precursor do Senhor, mas também a tragédia em que o pecado mergulhou o coração de Herodes.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
6, 17-29)

Naquele tempo, Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: "Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão". Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.

Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: "Pede-me o que quiseres e eu te darei". E lhe jurou dizendo: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino".

Ela saiu e perguntou à mãe: "O que vou pedir?" A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista". E, voltando depressa para junto do rei, pediu: "Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista". O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

Ao celebrar hoje a memória de São João Batista, a Igreja faz-nos recordar não só o testemunho de fé e retidão que, do início ao fim da vida, deu o Precursor do Senhor, mas também a tragédia em que o pecado mergulhou o coração de Herodes. O evangelista São Marcos faz questão de registrar que o rei "respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia". Duas coisas, portanto, se passavam no espírito de Herodes ao escutar a pregação do Batista: por um lado, agradava-se de suas palavras, enérgicas e inspiradoras; por outro, ficava embaraçado, indeciso, receoso de, cedendo à voz que clama no deserto (cf. Mc 1, 3), converter-se como todo pecador. Ele se encantava, pois, com a verdade que reconhecia nas palavras de João, mas não encontrava forças para pagar o preço de viver conforme essa verdade. Sentia-se atraído por aquele caminho novo que o Batista vinha aplainando, mas não estava disposto a largar a vida velha a que desde cedo se acomodara.

É só um juramento vão, feito a uns tantos comensais, que o faz decidir-se, enfim, por agradar antes aos homens do que a Deus: "O rei entristeceu-se", porque não queria dar cabo de João; "todavia, por causa da sua promessa e dos convivas", ou seja, por mero respeito humano, "não quis recusar". A ele se aplicam, pois, aquelas palavras que Jesus dirigiria noutra ocasião aos fariseus: "Como podeis crer, vós que que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus?" (Jo 5, 44). Porque é apenas seguindo a amabilíssima vontade de Deus, e não os tolos caprichos de uma Salomé ou de uma Herodíades, que chegaremos um dia ao Reino dos Céus. Que o deplorável exemplo de Herodes mova-nos a pedir a Cristo a graça de, uma vez tocados pela verdade, termos a coragem de a viver sincera e integralmente, por mais amarga e exigente que ela seja. — São João Batista, intercedei por nós junto ao Cordeiro em testemunho do qual entregastes a vida!

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