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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
7, 21.24-27)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor! Senhor!', entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, e grande foi a sua ruína!"

O Evangelho de hoje nos apresenta as últimas palavras do Sermão da Montanha (cf. Mt 5ss; Lc 6, 20-49): Nosso Senhor, tendo subido a um montículo, pregara às multidões as oito bem-aventuranças (cf. Mt 5, 1-11), mostrara aos discípulos como haviam de orar ao Pai (cf. Mt 6, 7-15) e agora, na conclusão do seu discurso, deixa a diretiva fundamental para toda e qualquer vida que se queira cristã: "Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha." A essa figura da fortaleza também alude o profeta Isaías na primeira leitura (cf. Is 26, 1-6): a nossa segurança é uma "cidade fortificada" e Deus é aqui identificado com o "rochedo perene" em que o povo justo e fiel deposita a sua confiança. E o salmista (cf. Sl 117), por sua vez, nos incita a buscar refúgio no Senhor: "Desta casa Senhor", firme e inabalável, nós "vos bendizemos"!

Chamando-nos, assim, a ter uma vida espiritual forte e constante, à semelhança duma casa bem alicerçada, Jesus nos indica os dois ingredientes básicos com que devemos dar liga e consistência às nossas obras: de um lado, a ("Aquele que ouve estas minhas palavras..."), que reconhece e acolhe a Palavra de Deus; de outro, a caridade ("... e as põe em prática"), que nos impele a transformar aquilo que pela fé conhecemos em atos concretos de amor a Deus. É, pois, na união entre fé e caridade que se deve fundamentar a vida cristã. Crer no Evangelho, ou seja, na própria Palavra viva — Cristo Jesus — que nos anuncia a vida que há de vir, é antes de tudo amá-la e viver o seu novo mandamento (cf. Jo 13, 34), de vivermos o seu amor e guardarmos as suas palavras (cf. Jo 14, 21). Que o Senhor nos ajude a, guiados pelo Espírito Santo, manifestar tudo o que cremos com amor e amamos com fé; que as nossas vidas reflitam, em gestos concretos e diários de amor e fraternidade (cf. Rm 12, 9-13), a doçura da caridade de Cristo e a firmeza da fé católica.

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