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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 17, 20-25)

Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.

E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

O Reino de Deus não vem ostensivamente, às escâncaras, porque ele, diz hoje o Senhor, já está dentro (gr. ‘ἐντὸς’; lt. ‘intra’) de nós. Quem se encontra em estado de graça tem, na intimidade de sua alma, a presença amável e amistosa de toda a SS. Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, com efeito, vem fazer morada, de um modo especial, no coração dos que se abrem à amizade que Deus quer estabelecer com cada um de nós. Trata-se de uma das verdades em que mais insistem os livros do Novo Testamento (cf., por exemplo, Jo 14, 23; 1Jo 4, 16; 1Cor 6, 19; 3, 16s; 2Cor 6, 16; 2Tm 1, 14). Ora, posto que Deus esteja presente em todas as coisas, já que de todas é Autor, Criador e Sustentador, só nas almas justas — ou seja, que em virtude da graça santificante tem uma participação, real e misteriosa, da própria vida e santidade divinas — Ele se faz presente na qualidade de Amigo, Amante e Amado. Sua presença, no entanto, é delicada, silenciosa, escondida; Ele se oculta como o esposo do Cântico dos Cânticos, que está à espera de que sua amada lhe venha ao encontro. E é pela , pelo recolhimento interior, que podemos entrar em contanto com Ele, que nos aguarda na câmara nupcial do nosso coração, em cuja intimidade podemos falar, “no segredo” (cf. Mt 6, 6), aos Três que, sendo um só, tanto nos amam. Isso tudo significa, noutras palavras, que sem uma vida de oração, de contato íntimo com o Senhor, é praticamente impossível viver o reinado que Ele quis instaurar em nossa alma. Busquemos, pois, aquele Amor infinito que todos desejamos, não lá fora, nas coisas externas e passageiras, incapazes de saciar os anseios mais profundos da alma humana, mas nas moradas profundas a que temos acesso pela oração humilde, modesta, perseverante e recolhida.

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