CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®

Último dia!

Seguimos com 40% off na assinatura anual.

  • Aproveite o último dia da nossa promoção;
  • Mais de 40 cursos à sua disposição;
  • Acesso a transmissões exclusivas para alunos;
  • Condição especial na pré-venda da HQ "Padre Pio: a História do Santo de Pietrelcina";
Assine agora
  • 38
  • 39
  • 40
  • 41
  • 42
  • 43

Têm mérito as nossas boas obras?

É de fé que, se estamos em graça, podemos merecer por nossas boas obras não só o aumento da graça, mas também a vida eterna e o aumento da glória, porque Deus, de quem tudo recebemos, permite que o que são dons seus sejam também méritos para nós.

Texto do episódio

Texto do episódio

imprimir

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 25, 14-30)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: ”Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!’”

No Evangelho de hoje, o Senhor nos conta a parábola dos talentos, um ensinamento profundíssimo sobre a doutrina do mérito sobrenatural, que, devido talvez a certa influência protestante, é hoje desconhecida, quando não desprezada por muitos fiéis. Trata-se, porém, de um elemento extremamente importante da vida espiritual. Contra ela se levantou Lutero, cinco século atrás, sob o pretexto de que tudo é graça, razão por que as boas obras do justo seriam dons de Deus, a ponto de não serem nunca, sob título algum, meritórias do aumento da graça e da vida eterna (cf. Concílio de Trento, Sessão 6.ª, de 13 jan. 1547, Decreto sobre a justificação, Cân. 32: DH 1582). Respondeu-lhe a Igreja que, de fato, tudo é graça, inclusive a graça de merecermos. E a razão disso é que Jesus Cristo, “como a cabeça aos membros (cf. Ef 4, 15) e a videira aos sarmentos (cf. Jo 5,15), transmite continuamente a sua força àqueles que são justificados, força que sempre precede, acompanha e segue as suas boas obras e sem a qual estas não poderiam, de modo algum, agradar a Deus e ser meritórias” (Concílio de Trento, loc. cit., cap. 16: DH 1546). Por isso, se podemos merecer algo por nossas obras, é porque participamos dos méritos de Cristo, e é pela graça divina, que precede, acompanha e segue as nossas ações, que podem estas ter algum valor em ordem à vida eterna. Nós, com efeito, nada podemos fazer, somente com nossas forças naturais, que seja meritório diante de Deus. É apenas este que, ao curar-nos do pecado pela graça sanante e infundir-nos a graça santificante, dá às nossas boas obras o procederem da mesma graça e da caridade sobrenatural que a acompanha sempre. “Desse modo, nem se exalta a nossa justiça como se viesse de nós (cf. 2Cor 3, 5), nem se ignora ou se recusa a justiça de Deus […],  cuja bondade para com todos é tão grande que Ele quer que o que são seus dons se torne méritos” para nós (Concílio de Trento, loc. cit., cap. 16: DH 1548). Assim sendo, podemos ter a firme certeza de que, se estamos em graça de Deus e agimos por amor a Ele, têm as nossas boas obras um valor inestimável, que o Senhor mesmo faz valer novas graças, a vida eterna e o aumento da glória, sem que, por isso, possamos jamais confiar ou gloriar-nos em nós mesmos, porque é Cristo, só, que dá valor às obras a que Ele mesmo prometeu dar recompensa (cf. Mt 10, 42; Mc 9, 41). Rendamos, pois, graça a Deus, por ter-se dignado confiar a nós os seus santos talentos, dando-nos assim a oportunidade de cooperar com Ele na obra da nossa salvação, porque o que nos redimiu sem nós não quer premiar-nos sem nós: “Cada um receberá seu louvor de Deus” (1Cor 4, 4s), que “retribuirá a cada um segundo as suas obras” (Rm 2, 6).

Material para Download
Texto do episódio
Material para download
Comentários dos alunos

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.