Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 6,1-6)
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares". E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
Celebramos hoje a Memória de Santa Águeda, uma jovem santa da antiguidade cristã que derramou o seu sangue para defender a pureza virginal. Ela é lembrada de maneira especial na liturgia da Igreja, sendo mencionada no Cânon Romano e na Oração Eucarística I.
Santa Águeda era uma mulher que tinha decidido se consagrar a Jesus, guardando a sua virgindade. No entanto, em uma sociedade pagã, nada disso era compreendido, e como Águeda resistia a aceitar o matrimônio, ela foi acusada de seguir a “superstição cristã”. Por isso, ela foi interrogada, aprisionada e torturada, mas perseverou na fé e continuou mostrando uma determinação inabalável de se entregar ao seu Esposo, Jesus.
Santa Águeda foi torturada de várias formas, chegando até a ter um dos seios arrancados. Depois, levada à prisão, toda chagada e moribunda, ela foi curada milagrosamente por São Pedro, mas nem isso bastou para que os pagãos parassem de forçá-la a negar a Cristo e, mais tarde, não a decapitassem, fazendo dela uma mártir.
Águeda, por amor a Cristo, entregou-se como esposa virginal. E nós o que vamos fazer para viver esse ensinamento da pureza cristã? Em primeiro lugar, devemos compreender que a pureza cristã não é simplesmente um conceito abstrato, e sim uma aliança de amor. Essa é a verdadeira castidade cristã, e todos nós somos chamados a vivê-la. Ninguém nasceu para ser solteiro ou — ainda pior — viver o sexo livre, viver a cultura do descartável, em que as pessoas terminam rejeitadas como lixo. Fala-se do sexo como se ele fosse o amor, e há pessoas que até usam a horrível expressão “fazer amor”. Muitos não entendem que o contrário do amor não é necessariamente o ódio, mas o usar as pessoas e jogá-las fora, como se fossem objetos descartáveis, sem dignidade.
Mas como uma pessoa termina usando outra sexualmente e “jogando-a fora”? Tudo começa quando ela acha que tem o direito de olhar para outra pessoa como um produto à venda, do mesmo jeito que ela escolhe mercadorias na vitrine ou no supermercado. Não é esse o tipo de situação que vemos em mídias sociais como Instagram e Facebook, onde há corpos mostrados de maneira imoral? Desse modo, a pessoa cria relacionamentos — se é que se podem chamar assim — nos quais já não existe o namoro para o santo matrimônio, mas apenas um prazer momentâneo e doentio.
Precisamos resistir a isso, não pensando em ninguém como um objeto a ser descartado, mas como alguém com quem Deus quer fazer uma aliança de amor, seja pela virgindade, seja pelo matrimônio. Fomos criados para Deus e devemos amá-lo verdadeiramente. Nascemos para isso. Ninguém nasceu para ser egoísta; portanto, devemos viver a nossa vocação, mesmo que isso, como sucedeu a Santa Águeda, nos custe o derramamento do próprio sangue. Entretanto, o derramamento de sangue nem sempre é o de sangue biológico, que sai de nossas veias, mas o da rejeição social, da chacota, quando aqueles que se dizem nossos amigos se afastam de nós. Sim, é preciso pagar um preço, e, ainda que certas pessoas não entendam verdadeiramente o que é o amor, é nosso dever fazer o possível para que elas compreendam o que significa a pureza cristã.



























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