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Um ancião levado ao fogo

O martírio de São Policarpo de Esmirna concretizou de modo admirável aquelas palavras do Senhor: “Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto”.

Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 9, 38-40)

Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor”.

Hoje, celebramos a memória de São Policarpo, bispo de Esmirna. São Policarpo é um santo extraordinário porque faz parte da geração sub-apostólica, aqueles primeiros bispos que conheceram os Apóstolos e receberam o Evangelho diretamente deles.

São Policarpo foi evangelizado e convertido pelo próprio São João Evangelista; e a cidade de Esmirna é uma das cidades da Ásia às quais São João escreveu o livro do Apocalipse. Pois bem, São Policarpo teve de enfrentar o martírio já na velhice, quando os romanos decidiram prendê-lo. Tentando evitar a morte, ele refugiou-se no campo; mas, como Jesus que foi traído e entregue aos seus algozes, Policarpo foi entregue aos soldados romanos. Um tempo antes, São Policarpo tinha recebido em visão a revelação de que morreria queimado: na ocasião, ele viu o seu travesseiro pegar fogo.

Quando os soldados romanos vieram prendê-lo, viram aquele pobre ancião já de idade avançada e ficaram impressionados de estarem perseguindo um homem tão velho. São Policarpo pediu para rezar, recolheu-se em oração e rezou pedindo a Deus pelo bem de toda a Igreja e por seus perseguidores.

Quando, finalmente, foi levado diante das autoridades romanas que tudo fizeram para que ele apostatasse e negasse a fé em Cristo, São Policarpo então disse: “Há tantos anos eu sirvo a esse meu Senhor e Ele nunca me fez mal algum, por que eu haveria de traí-lo agora?” Policarpo foi, então, colocado numa fogueira. Nesse momento, aconteceu um milagre extraordinário: quando atearam fogo, as chamas começaram a subir e, adquirindo o formato de uma bolha, envolveram Policarpo, que não estava sendo queimado como uma carne, mas assado como um pão. Era o pão de Cristo, numa clara alusão à Eucaristia. Pois bem, vendo que provavelmente ele não morreria, os soldados desferiram-lhe um golpe fatal para que morresse logo.

Diante do martírio de São Policarpo, bispo de Esmirna, o que nós, cristãos do século XXI, podemos aprender? Aprendemos que, se o grão de trigo não morre, ele permanece sozinho; mas, se ele morre, dá muitos frutos. Nós, hoje, professamos a mesma fé que Policarpo recebeu dos Apóstolos. Mais tarde, Santo Irineu de Lyon, bispo da Gália, na França, vai recordar a lista da sucessão apostólica, dizendo que recebeu o Evangelho de Policarpo; que recebeu, por sua vez, de São João; que recebeu, por sua vez, do Cristo.

Precisamos, pois, como Policarpo, estar dispostos a derramar o nosso sangue e a entregar as nossas vidas para preservar a fé apostólica, que recebemos do próprio Cristo através dos Apóstolos, e que nos mantém unidos a Deus. Realmente é uma alegria saber que a fé não acontece em nosso coração por um esforço humano, mas pela graça de Deus, quando nos abrimos a Ele por meio da oração, e assim recebemos a dádiva de crer como creram São Policarpo e os Apóstolos.

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