Continuamos o nosso percurso sobre a ordem dos amores. A meta prática desse caminho é estabelecer uma regra de vida, isto é, um modo concreto de organizar tempo, energia e prioridades, de maneira que a vida não se torne caótica nem desmotivada. Isso porque, sem ordem, acabamos cedendo ao que “faz mais barulho”, em vez de dar atenção ao que de fato importa.
1. A ordem dos amores
Retomemos a estrutura geral: a) em primeiro lugar, o amor a Deus; b) depois, o amor a si mesmo; c) em seguida, o amor ao cônjuge; d) por fim, o amor aos filhos. Esses amores compõem a identidade e a missão profundas da mulher, como recordamos antes com Edith Stein: a mulher foi criada para ser companheira do homem e mãe da humanidade. A regra de vida organiza justamente essa identidade, a fim de que a vocação seja vivida com liberdade e alegria, e não como um fardo.
Profissões exigentes como a de médicos, enfermeiros ou sacerdotes sofrem risco de burnout quando falta motivação interior. O mesmo ocorre na vida familiar. Não é o esforço em si que pesa, mas a ausência de amor e sentido. Por isso, admiramos quem vive a própria missão com alegria, generosidade e esquecimento de si. E é...









