Na aula passada, conhecemos Holly Pierlot, autora canadense que, exausta de seus múltiplos afazeres como esposa e mãe, teve um colapso nervoso semelhante a um burnout, mas que, iluminada pela passagem bíblica: “Dai-lhes vós mesmos de comer”, compreendeu que a raiz do problema estava na ausência de prioridades e, por conseguinte, na necessidade de se reorganizar por meio do que a tradição monástica chama de “regra de vida”.
Trata-se de um conjunto de orientações práticas que organizam o dia de acordo com o que realmente importa. Não é um conjunto inflexível de normas, como uma camisa de força, mas um mapa orientativo que dá formato ao dia e indica a que se deve dar prioridade em cada momento. É um meio de distribuir tempo, energia e atenção de modo equilibrado, evitando improvisos constantes e reduzindo o desgaste. Em vez de viver reagindo a urgências, quem segue uma regra vive, dentro do possível, com um mínimo de ordem, estabilidade e paz.
Para isso, é imprescindível estabelecer horários que deem a cada dimensão da vida o devido lugar, sem negligenciar o importante nem sobredimensionar o supérfluo. Pierlot estruturou sua própria regra em torno de cinco “pês” em...









