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Sete coisas que eu aprendi com a pornografia
Testemunhos

Sete coisas
que eu aprendi com a pornografia

Sete coisas que eu aprendi com a pornografia

A pornografia é boa professora, mas só para quem a confronta com a realidade. Para quem acredita piamente e se afunda nesse mundo paralelo, é uma estrada pavimentada em direção ao inferno. Nesta e na outra vida.

Pedro Penitente16 de Maio de 2018
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Hoje decidi contar um pouco do que aprendi com a pornografia ao longo de minha adolescência, passada infelizmente tão distante do cuidado de meus pais.

Eu sei, eu sei, você me dirá que esse não é o tipo de coisa com que possamos aprender algo. Mas é aí que você se engana. Sim, a pornografia é boa professora… Como o diabo!

A pornografia me ensinou, por exemplo, que não existe nem dia, nem hora, nem lugar para ter sexo. Os atores e atrizes pornográficos são colocados em cenas as mais triviais do dia-a-dia e, inesperadamente, começam a manter relações sexuais, seja qual for o lugar em que se encontrem.

A pornografia me ensinou que não existe idade quando o assunto é sexo. As legislações de praticamente todos os países civilizados mundo afora têm restrições sobre essa matéria, prevendo os relacionamentos com pessoas mais novas como crimes, e crimes com punição severa. No mundo paralelo da pornografia, porém, os vídeos de maior sucesso são justamente os que retratam mulheres mais novas. (Tudo depende, é claro, “do gosto do freguês”. Para os mais doentios, há também uma seção reservada para o sexo com pessoas de idade mais avançada.)

A pornografia me ensinou que não tem problema ter sexo com um monte de gente, e até com muitas pessoas simultaneamente. Na vida real, um comportamento assim está necessariamente associado a um punhado de doenças (as chamadas DSTs). No filme pornô, porém, só o que há é o prazer, prazer hard core e sem limites. Apenas quem chega a pesquisar um pouco a vida de atores e atrizes de filmes adultos se depara com a verdade: uma grande parte deles morreu ou está para morrer de alguma enfermidade grave (ou de overdose de drogas).

A pornografia me ensinou que o sexo não dispensa nem a família. Os atores em filmes pornográficos estão sempre se passando por pais e filhos adotivos (quando não biológicos mesmo), só para tornar mais “picantes” as cenas de sexo. O adultério é também amplamente praticado. As personagens têm todo um roteiro para seguir, de modo que um fique com a mulher do irmão, uma fique com o esposo ou o namorado da irmã, da mãe etc. A traição não tem fim. E é retratada como uma coisa muito boa, prazerosa, na qual até mesmo quem foi traído pode entrar e se satisfazer.

A pornografia me ensinou que, dentro de quatro paredes, tudo é possível. Mesmo que degrade a outra pessoa. Mesmo que ela visivelmente não queira mais. Mesmo que ela esteja sentindo muita dor. Mesmo que ela esteja literalmente a ponto de vomitar. Tudo em um lugar onde as pessoas deveriam estar supostamente “fazendo amor”.

A pornografia me ensinou uma porção de métodos para evitar filhos. Sim, porque, quando não estão usando visivelmente algum tipo de preservativo, os atores pornográficos sempre terminam suas relações fora do corpo das mulheres. É a indústria do coitus interruptus.

A pornografia me ensinou, enfim, a usar o nome de Deus em vão. A quem já teve contato com pornografia, nem precisarei explicar o porquê. A quem não teve, porém, basta-me dizer que a pornografia deturpa um dos dons mais maravilhosos com que Deus agraciou o ser humano: a sexualidade. Quem produz, quem atua e quem assiste a filmes pornô, é como se usasse o nome de Deus em vão, é como se desse aos cães as coisas santas, é como se jogasse pérolas aos porcos (cf. Mt 7, 6).

Em resumo, com a pornografia eu aprendi… uma porção de mentiras, um monte de ilusões, das quais estou tentando me desvencilhar até hoje. Em minha cabeça há uma verdadeira coleção de cenas de sexo, repletas de pessoas que eu nunca conheci nem jamais chegarei a conhecer. Essas pessoas têm pai, têm mãe, têm irmãos, como eu e como você. E eu tenho certeza que essas famílias sofrem muito quando descobrem a intimidade de seus filhos exposta assim, de modo tão degradante e vergonhoso, para milhões de pessoas em todo o planeta.

Por isso, se você nunca teve contato com esse tipo de conteúdo, você é um agraciado. Continue mantendo-se bem longe disso. A pornografia é boa professora, sim, mas só para quem a confronta com a realidade. Para quem acredita piamente nela e se afunda no mundo paralelo que ela propõe, é uma estrada pavimentada em direção ao inferno. Nesta e na outra vida.

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“O Senhor dos Anéis”: a origem!
Cursos

“O Senhor dos Anéis”: a origem!

“O Senhor dos Anéis”: a origem!

Semana que vem, você tem um encontro marcado, aqui no site do Padre Paulo Ricardo, para investigar as origens de “O Senhor dos Anéis”!

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Maio de 2018
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Quais eram as verdadeiras intenções de J. R. R. Tolkien ao criar o mundo secundário da Terra Média, com seus mitos e seres fantásticos?

Para falarmos de intenções, é preciso que saiamos do mundo de “O Senhor dos Anéis” e mergulhemos fundo na biografia de seu autor. Por isso, neste novo curso de nosso site, Padre Paulo Ricardo irá nos mostrar, a partir de cartas escritas pelo próprio Tolkien, o que esse gênio literário tinha em mente, de fato, ao compor suas obras de fantasia.

Desde já, como preparação para nossos estudos de semana que vem, Padre Paulo recomenda que leiamos a Carta 131, endereçada ao editor Milton Waldman, no final de 1951. Nela, Tolkien procura demonstrar como “O Silmarillion” e “O Senhor dos Anéis” são interdependentes e indivisíveis. Para os que possuem “As cartas de J. R. R. Tolkien”, organizadas por Humphrey Carpenter, traduzidas no Brasil por Gabriel Blum Oliva e editadas pela Editora Arte e Letra, de Curitiba, essa longa carta encontra-se nas pp. 140-157.

Para participar conosco deste curso exclusivo, faça hoje mesmo a sua inscrição em nosso site! Já existe à disposição de nossos alunos, desde janeiro, todo um curso sobre “O Senhor dos Anéis”, ao qual você já pode ir assistindo desde agora!

Deus o abençoe sempre e… fique conosco!

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Começa, dia 21, “Tolkien e a Imortalidade”!
Cursos

Começa, dia 21,
“Tolkien e a Imortalidade”!

Começa, dia 21, “Tolkien e a Imortalidade”!

Quais eram as reais motivações de Tolkien ao produzir sua literatura fantástica? É o que investigaremos, a partir do dia 21 de maio próximo, no site do Padre Paulo Ricardo!

Equipe Christo Nihil Praeponere10 de Maio de 2018
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Anote em sua agenda! No próximo dia 21 de maio, segunda-feira, Pe. Paulo Ricardo dá sequência a nossos estudos sobre “O Senhor dos Anéis”, com um curso inédito e exclusivo sobre “Tolkien e a Imortalidade”!

Afinal de contas, o autor de “O Senhor dos Anéis” era ou não um gnóstico? Quais eram as reais motivações de John Ronald Reuel Tolkien ao produzir suas obras de fantasia? Foi ele um católico de fato ou uma espécie de infiltrado, que queria conduzir os católicos, através da literatura, para um mundo herético?

Em nossas novas aulas, Padre Paulo Ricardo responde a essas, bem como a muitas outras perguntas, do único modo honestamente possível: a partir da biografia e dos escritos do próprio Tolkien, sem os quais qualquer comentário a esse respeito não passa de devaneio e perda de tempo.

Como roteiro para este curso, usaremos a “Carta 131” (que nossos alunos já podem começar a ler), endereçada por Tolkien a Milton Waldman, no final de 1951. Nela, esse gênio literário descortina o que tinha em mente ao criar o mundo fantástico da Terra Média.

Deseja participar conosco?

Então clique aqui e faça agora sua inscrição em nosso site!

E não, não espere até o dia 21! Se você é fã de Tolkien, nós já temos à sua disposição todo um curso, gravado no começo deste ano, sobre “O Senhor dos Anéis”, ao qual você já pode ir assistindo desde já!

Deus o abençoe sempre e… contamos com você!

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Se não incomoda, não é Palavra de Deus
Conversão

Se não incomoda, não é Palavra de Deus

Se não incomoda, não é Palavra de Deus

“Ninguém espere ser consolado por Deus, se primeiro não for magoado. Se quiseres ser consolado, dores e temores hás de ter, alvoroçado hás de estar, sob pena de não ser Palavra de Deus a que ouviste.”

São João de Ávila10 de Maio de 2018
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Que pensar desta palavra: Quem não tem o Espírito de Cristo não é de Cristo?

Alguns haverá que, ao ouvi-la, bendirão a Deus, pois por Sua misericórdia estão confiantes de ter o Espírito de Cristo. Outros haverá que, ao ouvi-la, se assustarão, em especial alguns que ao ouvirem falar de Espírito parecem ouvir chamar o diabo, como os gentios, que não podiam ouvir que havia um Deus. Confessam os judeus um só Deus; mas quando ouvem dizer que esse Deus tem Filho, que é igual ao Pai, logo são tomados pelo demônio; disseram: Este homem blasfemou, pois se fez Filho de Deus (cf. Mt 26, 65).

Confessam os cristãos um Deus, que tem um Filho igual ao Pai; mas alguns, ao ouvirem o nome de Espírito, assustam-se. Como havemos de falar, senão como falam Deus e a Escritura? Uma gente tão inimiga do Espírito, que não quer nem ouvir seu nome. De onde vem isso? De estar corrompido o coração.

Que fazeis quando ouvis uma palavra que vos fere, e vos dizem: “Deus o disse”? Que disse Acab? “Esse Miqueias nunca me profetiza algo de meu agrado” (cf. 1Rs 22, 8). Sou pregoeiro, que culpa tenho? Deus me envia a vós para o que diga.

A palavra dita no púlpito que não revolve para valer o humor não se diz como palavra de Deus, nem se recebe como palavra de Deus. Domine, Deus meus es tu, exaltabo te et confiteor nomini tuo; quoniam fecisti mirabilia, cogitationes antiquas fideles. Amen. Senhor, és meu Deus, eu Te exaltarei. Exaltar a palavra de Deus é exaltar ao mesmo Deus. Exaltarei teu nome, porque fizeste coisas maravilhosas e puseste em prática os pensamentos antigos, e cumpriste o que eternamente pensaste.

— Dizei, pois, o que é: Quia posuisti civitatem in tumultum, urbem fortem in ruinam, domum alienorum, ut non sit civitas, et in sempiternum non aedificabitur: super hoc laudabit te populus fortis; civitas gentium robustorum tenebit te (cf. Is 25, 1-3): Eu te exaltarei, meu Deus, puseste em alvoroço a cidade, arruinaste com males aquela cidade que vivia no coração, que estava em paz; eu te exalto porque o coração que estava descansado e satisfeito em seus pecados, Tu o revolveste”. Não há ruibarbo ou canafístula que tanto revolva o estômago como a palavra de Deus. Ninguém espere ser consolado por Deus, se primeiro não for magoado. Se quiseres ser consolado, dores e temores hás de ter, alvoroçado hás de estar, sob pena de não ser Palavra de Deus a que ouviste.

Ai de mim, que me dizem que nem o fornicador, nem o avarento, nem o maledicente entrarão no céu! (cf. Ef 5, 5). — Ora, diz o outro, não será assim como dizem, pois Deus é misericordioso. — Andais buscando pretextos com que, embora não mateis a palavra de Deus, pelo menos a feris e debilitais, como os outros lavradores da vinha, que aos criados do Senhor, a uns mataram e a outros feriram. Mata a Palavra do Senhor quem diz: “Sai para lá, que nada tenho com isso”; debilita-a quem diz: “Na velhice serei bom”. Buscais pretextos para não sairdes desconsolados do sermão. Pois saem desconsolados do sermão, e pouco depois tornam a se consolar e a esquecer o que ouviram.

“Retrato de São João d’Ávila”, atribuído a El Greco.

Hoc est iudicium, diz a glosa: Esta é a causa de sua condenação. Quia luz venit in mundum et dilexerunt homines magis tenebras quam lucem (Jo 3, 19). Por que fazem isso? Veio a luz ao mundo. Bendito seja Deus por isso! Quem é a luz? Jesus Cristo; a palavra de Deus é a luz com que deveis examinar se vossa alma está bem ou mal; e amaram os homens mais as trevas que a luz. Deus vos guarde do homem que, por ser ruim para ele estar adormecido, o chamais enquanto dorme e pondes uma vela diante dos seus olhos, e ele a apaga para continuar dormindo à vontade.

Por que te incomoda a palavra de Deus?Porque atrapalha o sono que queres dormir. Dizem-te: Se não perdoares aos teus próximos seus pecados, Deus não te perdoará os teus (cf. Mt 18, 35; 6, 12). Que há de sentir o que guarda rancor? Dizem-vos: Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino de Deus (Mt 18, 3). Que há de sentir o presunçoso? Que sentirá o que possui o alheio, quando ouvir dizer: “Se alguém possui o alheio, o diabo o possui, a ele”? Que fazer? Apagar a luz para dormir à vontade! Lembra-te de que o sono te mata; cuidado, que assim irás para o inferno. É difícil para ti deixar o pecado e, para não dizeres: “Não é verdade a Palavra de Deus”, queres cancelá-la e esquecer-te dela? Amaram os homens mais as trevas (que são os pecados) que a luz.

Que fazer? — Quando a palavra de Deus vos desconsola, não a esqueçais. Conservai o emplastro sobre a chaga, não o retireis, e sarareis. Diz-vos Deus uma palavra que vos perturba, ponde-a sobre a chaga. — Ah, como fiquei triste! — Entristeça, faça-vos chorar, opere. — Ah, como me faz sofrer! — Irmão, com isso sarareis e vereis de que grande consolo vos será depois. Quando vos faz sofrer ouvir que quem não tem o Espírito de Cristo não é de Cristo, refleti bem sobre isso, com vagar. O que sentis? Ah, como estais desolados!

Quem não vive por um espírito alheio, não é de Cristo. Não hás de viver, irmão, por teu entendimento, nem por tua vontade, nem por teu juízo; hás de viver pelo Espírito de Cristo. Hás de ter o Espírito de Cristo. — Que quer dizer Espírito de Cristo? — Coração de Cristo. Quem não tiver coração de Cristo não é de Cristo.

— “Esposa”, diz Jesus Cristo, “pone me ut signaculum super cor tuum, ut signaculum super brachium tuum: quia fortis est dilectio sicut mors” — “grava-me como selo sobre teu coração, como selo sobre o teu braço, pois o amor é forte como a morte” (cf. Ct 8, 6). Ó Igreja, ó cristãos, deveis ser marcados com meu ferro; deveis ser selados com meu selo! Eu mesmo devo ser o selo; abrandai vossos corações como cera, e deixai nele minha marca, e ponde a Mim como sinal sobre vosso braço.

— Que quereis dizer? — Isso quer dizer que os predestinados hão de ser semelhantes a Jesus Cristo, como diz São Paulo (cf. Rm 8, 29; Ef 5, 1). — Devem ser semelhantes em quê? — “Ambulate in dilectione, sicut et Christus dilexit nos” — “Andai no amor, como Cristo nos amou” (Ef 5, 2). — Dai-me, Senhor, o Vosso Coração, e então amarei o que Vós amais, detestarei o que Vós detestais.

Referências

  • Extraído e levemente adaptado de “Quem não tem o Espírito de Cristo não é de Cristo” (Domingo da infra-oitava da Ascensão, 29 de maio de 1552), em: Sermões do Espírito Santo, São Paulo: Molokai, 2018, pp. 49-53.

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