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“Maìn, a casa da felicidade”
Santos & Mártires

“Maìn, a casa da felicidade”

“Maìn, a casa da felicidade”

A vida de Santa Maria Domenica, fundadora das Irmãs Salesianas, contada em uma bela produção cinematográfica.

Equipe Christo Nihil Praeponere21 de Fevereiro de 2014Tempo de leitura: 1 minutos
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Santa Maria Domenica Mazzarello é mais uma dessas grandes almas forjadas nas batalhas da Igreja no século XIX. Juntamente com Dom Bosco, conservou-se inteiramente dedicada ao serviço da juventude, por cuja conversão lutou até a sua partida para o Céu.

Nascida em 1837, em Mornese, norte da Itália, no meio de uma família de camponeses, Maria recebeu, desde cedo, uma formação cristã atenta e fervorosa.

Tendo ajudado os pais no campo por muitos anos, Maìn, como era conhecida, viu-se impossibilitada de continuar no mesmo lugar, após contrair uma doença cujos efeitos se fariam sentir durante toda a sua vida. Ela decide, então, juntamente com uma amiga e Filha da Imaculada, abrir uma sala de costura no povoado, a fim de instruir as meninas do povo a costurar e a amar a Deus. O lema daquelas mulheres era viver o trabalho como uma forma de santificação: “Cada ponto da agulha é um ato de amor a Deus", dizia Maria.

É desse grupo de costura que vai nascer, por iniciativa de São João Bosco, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora - as “Irmãs Salesianas", como são conhecidas. “Quase por inspiração divina, [Maria Mazzarello] é feita Superiora, ainda que ela mesma e suas companheiras não tivessem uma ideia precisa do que era a vida religiosa"[1]. Inflamadas pelo carisma salesiano e sustentadas por diretores espirituais de eminente santidade, as religiosas viram seu instituto crescer em toda a Itália e também ao redor do mundo, prestando um serviço a Deus nos jovens mais pobres e desamparados.

Após uma vida intensa de doação, Maria Domenica nasceu para o Céu no dia 13 de maio de 1881. Sua canonização foi proclamada pelo venerável Papa Pio XII, no ano de 1951.

O filme Maìn, a casa da felicidade é uma produção que conta a história da vida dessa santa e também da fundação das Filhas de Maria Auxiliadora. Retrata personagens aparentemente ordinárias, mas que transformaram totalmente a sua vida pelo amor e pelo sacrifício. A alegria e a bondade das irmãs deixam transparecer um pouco da grandeza da vida religiosa consagrada a Deus.

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Minha Bela Mulher: comercial tailandês destaca a grandeza da maternidade
Pró-VidaSociedade

Minha Bela Mulher: comercial tailandês destaca a grandeza da maternidade

Minha Bela Mulher: comercial tailandês destaca a grandeza da maternidade

Três mulheres de vida aparentemente ordinária transformam-se em testemunhos a partir da doação e do sacrifício da maternidade.

Equipe Christo Nihil Praeponere19 de Fevereiro de 2014Tempo de leitura: 1 minutos
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Uma série de comerciais produzidos pela empresa Wacoal chamou a atenção por dar valor à autêntica beleza feminina: aquela que vem de suas virtudes. O projeto tailandês – de nome “Minha Bela Mulher" – traz à luz a história de três mulheres reais, que abandonaram reputação, carreira e a própria integridade para se doarem a outras pessoas, fazendo da máxima do Evangelho: “o que perder a sua vida (...), irá salvá-la" (Mc 8, 35) um verdadeiro propósito de vida.

My Beautiful Woman: A escolha de uma mãe

My Beautiful Woman: O segredo de Jane

My Beautiful Woman: A demissão de uma funcionária

As histórias exibidas são contadas por pessoas próximas a elas: um esposo, um empregador e um amigo. As três, de aspectos físicos aparentemente ordinários, têm em comum o fato de terem aceitado renunciar e sacrificar a si mesmas para exercer o dom da maternidade – o que torna as suas vidas realmente extraordinárias.

As propagandas de Wacoal – uma empresa de lingeries – vão na contramão das peças publicitárias modernas, que tendem à vulgarização do corpo feminino e ao menosprezo da identidade de mãe, a qual toda mulher é chamada a assumir. Como ensina Dom Aquino Corrêa:

“A mulher não é apenas uma formosa estátua de carne. Tem outras belezas muito mais excelentes e nobres: a beleza da sua inteligência, a beleza dos seus sentimentos e, sobretudo, a beleza da sua virtude e do seu caráter"[1].

Em uma sociedade onde a beleza física acaba mais valorizada do que a beautiful inside [“beleza de dentro"], são dignos de aplausos não só os exemplos dessas nobres mulheres, como a coragem dos publicitários que produziram esses vídeos. Eles não temeram nadar contra a corrente e expuseram ao mundo um grande testemunho de humanidade.

Ao final das peças, a frase “Todas as mulheres foram criadas para ser belas" lembra que a beleza verdadeira é atingível. Cooperando com a graça de Deus, toda mulher pode elevar-se e ascender de fato aos céus, tomando como exemplo máximo a bem-aventurada Virgem Maria. Permanecem válidas ainda hoje as sábias palavras de São Pedro às mulheres: “ Não seja o vosso adorno o que aparece externamente: cabelos trançados, ornamentos de ouro, vestidos elegantes; mas tende aquele ornato interior e oculto do coração, a pureza incorruptível de um espírito suave e pacífico, o que é tão precioso aos olhos de Deus" (1 Pd 3, 3-4).

Referências

  1. Dom Aquino Corrêa. Concursos de beleza, 27 de dezembro de 1930. In Discursos (v. II, t. II). pp. 68-69. Brasília, 1985.

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As revelações de uma clínica de abortos
SociedadePró-Vida

As revelações de uma clínica de abortos

As revelações de uma clínica de abortos

Vídeo filmado em uma clínica de abortos no Arizona, Estados Unidos, revela os métodos cruéis de aborteiros para matar seres humanos.

Equipe Christo Nihil Praeponere18 de Fevereiro de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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Uma investigadora secreta da organização pró-vida Live Action arrancou confissões reveladoras de empregadas em uma clínica de aborto tardio nos Estados Unidos. Em um vídeo divulgado na Internet, as assistentes do lugar admitem, sem nenhum remorso, que deixariam morrer um recém-nascido lutando pela vida após um aborto malsucedido.

A primeira pessoa com a qual a equipe conversa é Laura Mercer, que explica com detalhes os procedimentos para matar a criança de quase 24 semanas de gestação. O primeiro recurso é uma injeção (chamada de digoxin): "Nós fazemos a injeção, que é uma picada rápida na sua barriga, e isso para o coração fetal", diz a mulher, com frieza. "Se eles não usarem o digoxin, eles vão apenas, uh, sugarem o bebê e é possível que haja movimentos enquanto eles estão tirando o feto". A descrição, que ela diz carecer de detalhes, é assombrosa: "Nós usamos uma combinação de sucção e, então, instrumentos reais para, literalmente, pegar e puxar os pedaços para fora".

Para convencer a "cliente" a ir adiante, a "doutora" recorre à desumanização do feto: "Ele não está totalmente desenvolvido. (...) Nem se parece com um bebê ainda."

As cenas filmadas por uma câmera secreta da Live Action revelam os escombros mais sujos por trás de toda fachada abortista de progresso e evolução. De fato, tem-se tornado comum ouvir as pessoas falando do aborto como uma agenda de "avanço", a ponto de as próprias Nações Unidas intentarem uma redefinição do termo "direitos humanos", tencionando incluir entre eles um malfadado direito ao aborto. A realidade por trás de todo o discurso de "direito sobre o próprio corpo", porém, é que todo abortamento significa a destruição direta de um ser humano inocente – com material genético, órgãos e sistemas totalmente autônomos.

Nenhum eufemismo, bem como nenhuma lei positiva ou sentença judicial, podem reduzir a gravidade deste crime horrendo. Nos Estados Unidos, o aborto até 24 semanas é legal desde 1973, quando do famoso caso "Roe versus Wade" – uma farsa cujos efeitos trágicos se fazem sentir até hoje na sociedade americana. A letra da lei, no entanto, não pode mudar a crua realidade dos fatos. A indústria abortiva tem as mãos sujas de sangue, já condenada pelos múltiplos requintes de crueldade de que se serve para levar a cabo seus projetos.

Perguntada pela falsa cliente da Live Action o que aconteceria caso o bebê sobrevivesse ao aborto, Linda, uma auxiliar do centro de aborto filmado pelas câmeras, admite que eles não ajudariam o bebê a sobreviver:

Linda: Algumas vezes, eles sobrevivem, sim. Mas isso não, isso não necessariamente significa que ele vai sair inteiro. Porque eles usam a sucção e outros instrumentos, então, às vezes, os fetos não saem, você sabe, completos...
I nvestigadora: Mas e se ele sair inteiro... Quer dizer, eles vão ressuscitá-lo? Tipo, eu terei de cuidar dele?
Linda: Uh-uh... Não... Eles não ressuscitam.

No diálogo, o termo "ressuscitar" é, claramente, uma imprecisão. No caso de o procedimento do aborto falhar e a criança nascer viva, não será preciso ressuscitar ninguém – afinal, só se ressuscita o que está morto. Mas as palavras mal colocadas da mulher revelam muito: para os assassinos da clínica norte-americana, a criança continua sem direito à vida. Dentro ou fora do útero.

Abrem-se, então, as portas para o infanticídio. Infelizmente, não é a primeira vez que se escuta um discurso justificando a prática desses crimes. Um artigo recente, publicado em uma revista de ética médica, defendia que se matassem as crianças vítimas de abortos malsucedidos, ao invés de dá-las para adoção[1]. O raciocínio é: se se pode matar alguém antes de nascer, por que não depois?

A essa pergunta perversa é preciso responder inversamente: se não se pode matar alguém depois de nascer, por que sim antes? As revelações macabras colhidas nessa clínica de aborto norte-americana devem lembrar às pessoas que um homem, desde que é concebido, deve ter a sua dignidade respeitada, esteja ou não no útero materno. Como diz o Papa João Paulo II, "o ser humano, desde o momento de sua concepção até à morte, não pode ser explorado por nenhuma razão"[2].

Quando se esquece disso, quando a própria vida humana é tratada como um objeto ou como um animal que se pode abater e de que se pode abusar, não é difícil entender por que a civilização humana caminha, a passos rápidos, para o abismo.

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A Geração Reacionária
Sociedade

A Geração Reacionária

A Geração Reacionária

Para surpresa do mundo liberal, católicos estão se levantando para ir às ruas defender a vida e a família natural

Equipe Christo Nihil Praeponere17 de Fevereiro de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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“O reacionário é o que se salva hoje, eu não tenho o menor pudor de ser chamado de reacionário, me chamem de reacionário"[1]. A declaração é de Nelson Rodrigues, um dos maiores ícones da literatura nacional e ferrenho opositor das teses comunistas. No país dos black blocks, dos rojões na cabeça de jornalistas e de crianças incineradas dentro de ônibus, se estivesse vivo ainda hoje, Nelson Rodrigues assistiria sem muita perplexidade à realização de uma de suas crônicas mais famosas: A Revolução dos Idiotas.

Na terra onde pisou Napoleão, porém, o processo parece sofrer um revés. Estampa a capa do semanário francês ultra-liberal Le Nouvel Observateur a seguinte manchete: A Geração Reacionária. O nome é uma forma de simplificar – e, tratando-se de uma publicação liberal, pintar no mesmo nicho várias correntes diferentes, incluindo muitas que são radicais e detestáveis, da época do século 20 – o movimento liderado por católicos, evangélicos e outros conservadores, que tomou as ruas de Paris – e está varrendo a nação da Revolução de 1789 e o terror anti-católico –, lutando por valores tradicionais como a defesa da vida e da família.

A luta desse novo grupo que, ao contrário do que se vê no Brasil, não é subsidiado por nenhum partido político, não se aplica a assuntos políticos de cunho subjetivistas, em que católicos podem prudentemente discordar, mas a uma específica defesa daqueles três temas que Bento XVI chamou de “não negociáveis"[2]:

A tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural; reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimônio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu caráter particular e o seu papel social insubstituível; tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos.

Essa realidade faz ecoar no coração do homem aquela certeza que nenhuma ideologia pode cancelar: a lei natural, inscrita na alma por Deus. Diante de uma “cultura relativística e consumista", em que se nega impunemente todo e qualquer valor moral, ao ponto de confundir-se os fundamentos da humanidade, é mais do que justo que a defesa da vida – desde o primeiro momento da concepção até à morte natural, como lembrava Bento XVI –, e de outros valores igualmente importantes, se torne “o grande campo comum de colaboração" entre católicos, evangélicos, judeus etc[3]. Posto que cada um desses povos, unidos pelos laços da fé num mesmo e único Deus, sofreu na pele a perseguição anti-humana, no século passado, a união desses mesmos povos contra a destruição da família é um dever fundamental.

A luta dessa “geração conservadora" na França, por sua vez, deu-se num contexto de ataque aberto à vida e à família. Em resposta à lei do “casamento homossexual", introduzida pelo governo socialista (chamada eufemisticamente de “mariage pour tous," ou “casamento para todos"), uma coalizão de católicos e outras mentes conservadoras formou o “Manif pour tous" – cujos protestos multitudinários em 2013 causaram imensa aflição e embaraço para a classe política francesa. Muitos bispos também apoiaram o movimento, incluindo o mais famoso deles, o Arcebispo de Lyon e Primaz das Gálias, Cardeal Barbarin. Embora o governo tenha aprovado a infame lei, a reação popular foi o bastante para abalar a presidência do socialista François Hollande.

Como medidas ainda mais bizarras (incluindo a procriação assistida e a “barriga de aluguel" para “casais" homossexuais) estavam para ser introduzidas pelo Governo Francês, em 2014, em uma erroneamente nomeada “Lei da Família", centenas de milhares de franceses mais uma vez foram às ruas, a 2 de fevereiro, em Paris e Lyon. Desta vez, em meio a uma onda de impopularidade, o governo cedeu; a maior vitória para a “Geração Reacionária". A introdução de livros e programas da distorcida “ideologia de gênero" em escolas públicas está também sob uma barragem de criticismo e boicotes por pais descontentes.

Conservadores e católicos tradicionais em um dos países mais secularizados da terra estão mostrando que uma minoria motivada pode obter feitos em favor da família natural e da defesa da vida.

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