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Mensagem de Natal
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Mensagem de Natal

Mensagem de Natal

O nascimento de Jesus traduz a certeza de que não estamos sozinhos neste mundo, Deus se fez homem para nos ensinar o dom do amor.

Equipe Christo Nihil Praeponere23 de Dezembro de 2013Tempo de leitura: 1 minutos
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Mais do que um tempo de festa, o Natal constitui uma verdadeira oportunidade de encontro com Deus. No nascimento de Jesus se manifesta a graça do Verbo Encarnado, que, fazendo-se homem igual a nós, veio habitar na Terra para experimentar "as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem"[1].

Mas a atitude dos cristãos que desejam participar desse encontro não pode ser a de alguém soberbo ou autossuficiente. Pelo contrário, para entrar no lugar do nascimento de Jesus é necessário inclinar-se. Com efeito, "se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada»"[2].

O nascimento de Jesus traduz a certeza de que não estamos sozinhos neste mundo. Deus vem ao nosso encontro, faz novas todas as coisas e anuncia-nos uma grande alegria. Este é o autêntico significado do natal: a graça de podermos confiar na simplicidade de um pequeno bebê que veio para nos salvar.

Neste Natal, Padre Paulo Ricardo, juntamente com a sua equipe, deseja que a graça do Menino Jesus chegue a todos os lares, proporcionando uma verdadeira abertura dos corações à fé e à Verdade Divina, na qual encontramos "o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer"[3].

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Combatendo na esperança
SociedadeEspiritualidade

Combatendo na esperança

Combatendo na esperança

O cristão luta porque sabe que ao seu lado estão os santos e a providência divina

Equipe Christo Nihil Praeponere19 de Dezembro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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A luz dos povos de que fala o Concílio Vaticano II só pode ser Jesus, porque somente Ele é capaz de iluminar as consciências humanas, trazendo-as de volta para a sua finalidade última: o encontro com Deus. A tarefa de todo cristão, por conseguinte, consiste em fazer com que essa luz "brilhe diante dos homens", a fim de que "vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus" (Cf. Mt 5, 16).

A fé cristã constitui o grande baluarte da civilização. É com base em sua doutrina que se evidencia a identidade do ser humano, principalmente no que diz respeito à vida, à família e à educação; os três princípios inegociáveis da dignidade humana que formam, por assim dizer, o "caminho para a consecução do bem comum e da paz"[1]. Foi precisamente a defesa desses princípios, além, é óbvio, do enraizamento no coração da Igreja - que fez com que os homens extraíssem dos sacramentos a graça necessária para o combate às misérias deste mundo - o alvorecer da cristandade, tida pelo historiador Daniel-Rops como "talvez o período mais rico, mais fecundo e, sob muitos aspectos, mais harmonioso de todos"[2].

Em que pese o esforço irrepreensível dos cristãos ao longo desses dois milênios de história - às vezes até entregando suas vidas em nome da verdade última que é a salvação eterna -, deve-se salientar, em contrapartida, que no cerne de todo esse progresso encontra-se uma profunda esperança na providência divina. Deus é o Senhor da história, o princípio e o fim. Com efeito, a batalha cotidiana do cristianismo alinha-se ao mistério do homem que semeia de manhã e dorme à noite - como na parábola evangélica -, não ao juízo cego de quem, crendo nas ideologias, faz de si mesmo o estandarte da própria glória e, por conseguinte, da própria condenação. Uma vez que "a razão essencial para o sucesso da missão cristã não vem de fora mas de dentro, não é obra do semeador e nem sequer principalmente do solo, mas da semente"[3], por mais adversidades que existam em seu caminho, o autêntico cristão nunca desfalecerá pois reconhece-se apenas como "um pobre e humilde servo da vinha do Senhor". É d'Ele a última palavra.

Neste sentido, a vitória dos pró-vida sobre a cultura da morte no Brasil - sepultando, na tarde desta terça-feira, 17/12, as ameaças à vida contidas no Código Penal, o totalitarismo gay do PLC 122 e a ideologia de gênero do Plano Nacional de Educação - deve ser entendida, em primeiro lugar, como uma salutar bênção de Deus. Infelizmente, não é segredo para ninguém a miséria moral na qual o Estado brasileiro encontra-se mergulhado. Há muito que este país não honra sua altíssima vocação para "Terra de Santa Cruz", de sorte que se os ovos da serpente ainda não foram chocados é porque Deus não o permitiu. Urge, portanto, uma retomada dos valores cristãos, tornando-os mais claros e arraigados na consciência da sociedade, pois "quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida"[4].

A esperança cristã é o motor que move verdadeiramente o coração do homem. E embora a confiança em Deus apareça com frequência, aos olhos do mundo, como coisa própria de alienados ou de pessoas fora da realidade, a verdade é que "já nesta vida - e não só na outra - se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles."[5] A filiação divina é o fundamento da vida cristã. Os cristãos trabalham mesmo sem perspectiva humana de sucesso porque sabem que são filhos de Deus e que, por isso, nenhum mal lhes perturbará. E é assim que, na Santa Missa, o sacerdote pode suplicar em nome de toda a comunidade para que Deus não olhe o seu pecado, "mas a fé que anima vossa Igreja". Sendo ela o próprio Corpo de Cristo, a continuação histórica do mistério da encarnação neste mundo, faz-se fácil entender aquelas palavras de Bento XVI no início de seu pontificado: "Quem crê, nunca está sozinho nem na vida nem na morte"[6]. Ao lado da Igreja militante está a Igreja triunfante no céu que, com suas preces e intercessões, auxilia os peregrinos desta época no combate à carne, ao mundo e ao diabo.

Certamente, a luta contra a cultura da morte não se encerra com essas três batalhas vencidas. O mal nunca descansa. Mas como conforto, a Igreja tem como seu aliado Aquele a qual todas as coisas estão submetidas no Céu e na Terra. Deus proverá!

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A guerra contra a utopia de gênero
Sociedade

A guerra contra a utopia de gênero

A guerra contra a utopia de gênero

As vitórias parciais contra a ideologia de gênero não nos devem enganar. A guerra contra o suposto “segredo de uma organização social perfeita” só está começando.

Equipe Christo Nihil Praeponere19 de Dezembro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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Quando Adão e Eva, seduzidos pela serpente, desobedeceram a Deus e comeram do fruto da ciência do bem e do mal, entrou no mundo o pecado e, com ele, a destruição e a morte. Desde então, "por causa do homem, a criação está submetida à servidão da corrupção"[1] e, trazendo em si mesmo a queda dos primeiros pais – o pecado original –, o ser humano vê a sua própria existência converter-se em um drama terrível, no qual tudo está pendente, inclusive a sua salvação.

Traçado o quadro clínico da humanidade, não é difícil perceber como a condição militante e combativa é inerente à realidade deste mundo. Quem quer que se arrogue o poder de eliminar desta vida as suas pelejas e tempestades, as suas dificuldades e desafios, prometendo "uma vida isenta de sofrimentos e de trabalhos, toda de repouso e de perpétuos gozos, certamente engana o povo e lhe prepara laços, onde se ocultam, para o futuro, calamidades mais terríveis que as do presente"[2].

Grande parte da inércia presente na sociedade moderna é fruto de uma ideologia que, desprezando a doutrina do pecado original, instala o homem numa espécie de "jardim do Éden", no qual todas as pessoas seriam boas, não haveria nenhuma maldade, a natureza viveria em grande harmonia e ninguém seria chamado a nenhum desafio. Trata-se, sem sombra de dúvidas, de uma utopia: este mundo doce e cor de rosa não existe e jamais existirá nesta terra. Quem se dispõe a propagar esta visão frágil de mundo pretende nada menos que "castrar" o homem e tirar a transcendência de seu horizonte de vida.

Por isso, o Catecismo da Igreja Católica adverte: "Ignorar que o homem tem uma natureza lesada, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no campo da educação, da política, da ação social e dos costumes"[3]. Ignorar que o homem é capaz do mal engendra a ilusão de que poderemos ser felizes neste mundo, de que pode existir um modelo perfeito de sociedade aqui.

Os perigos desta construção ideológica – que é o que está por trás de toda a "agenda de gênero" – já se fizeram sentir no século XX, nos países dominados pelo regime socialista. A ousadia dos novos revolucionários, no entanto, vai mais além: diferentemente dos primeiros socialistas, eles não querem simplesmente abolir as "diferenças de classes", mas as próprias distinções sexuais. Por isso, a criação de uma nova categoria: o gênero. Para libertar as pessoas da família – a qual os ideólogos consideram a forma mais primitiva de opressão –, é preciso acabar com os conceitos de "homem" e de "mulher", que eles alegam ser socialmente construídos.

Mas, ainda que alguém lhes mostre, por "a" mais "b", que estas diferenças sexuais são estabelecidas por Deus ou pela natureza, nem assim eles desanimam. Em A Dialética do Sexo, Sulamita Firestone diz que "a natureza não é necessariamente um valor humano. A humanidade já começou a superar a natureza; não podemos mais justificar a manutenção de um sistema discriminatório de classes sexuais fundamentadas em sua origem natural"[4].

Para os ideólogos de gênero, não importa a família, não importa a natureza, não importam as diferenças evidentes entre "homem" e "mulher", não importa a verdade. Em nome de um futuro utópico que eles mesmos construíram, vale tudo, inclusive transformar a própria realidade para que caiba em suas mentes celeradas. Como adverte o bem-aventurado João Paulo II, "quando os homens julgam possuir o segredo de uma organização social perfeita que torne o mal impossível, consideram também poder usar todos os meios, inclusive a violência e a mentira, para a realizar"[5].

Tomando consciência de todo este plano idealizado para destruir a célula mater da sociedade, as pessoas de boa vontade devem se unir, em ordem de batalha, para defender o bem comum e, se possível, desmascarar as mentiras concebidas nestes projetos sórdidos e diabólicos. Esta semana, no Congresso Nacional, graças à ação conjunta de católicos, protestantes, espíritas e muitos outros grupos, alguns destes projetos foram temporariamente freados. No entanto, a mão por detrás de toda esta maquinação é forte e a guerra não acabou.

A vitória, no fim das contas, está do nosso lado. Se a veremos ou não, esta é outra história. Cabe a nós, como diz Santo Inácio de Loyola, "orar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de nós". Afinal, desta importante luta dependem o futuro da família, do Brasil e da própria humanidade.

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Quando Ratzinger se uniu aos protestantes para defender a fé
Bento XVISociedade

Quando Ratzinger se uniu aos
protestantes para defender a fé

Quando Ratzinger se uniu aos protestantes para defender a fé

A união de Ratzinger com dois teólogos protestantes, a fim de combater a Teologia da Libertação

Equipe Christo Nihil Praeponere12 de Dezembro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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Sobre a condenação de Roma à teologia liberal marxista, o vaticanista John Allen comenta que "foi uma má sorte histórica para os teólogos da libertação terem-se cruzado com Joseph Ratzinger, que ia ser um formidável opositor"[1].

Ratzinger foi nomeado Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé em 1981. Antes, porém, havia exercido o cargo de professor de Teologia Dogmática em diferentes universidades alemãs, dentre elas, a de Tubinga, onde lecionava também outro teólogo conhecido: Hans Kung. O clima teológico de então - conta Bento XVI em sua autobiografia - estava sob o domínio da filosofia marxista de Ernst Bloch e da teologia política de Metz e Moltmann. Tinha-se a impressão de que tudo estava para ruir; o cristianismo era agora mitigado por uma esperança utópica, cuja finalidade não dizia mais respeito à salvação eterna e aos sacramentos, mas a uma práxis de libertação política, alinhada aos interesses do Partido. Com pesar, Ratzinger se lamentava da "maneira blasfema como então se zombava da cruz como sendo um sadomasoquismo, [d]a hipocrisia com que alguns - quando lhes era útil - continuavam se apresentando como fiéis à religião, a fim de não correrem o risco de perder os instrumentos para suas próprias finalidades"[2].

A experiência com os teólogos da libertação, por conseguinte, fez com que o Cardeal - já à frente da Congregação para Doutrina da Fé - se lembrasse imediatamente dos anos em que teve de enfrentá-los na Universidade de Tubinga. Ora, era óbvio que, como exímio teólogo, ele não podia passar ao largo daquela discussão, como se se tratasse apenas de uma divergência de ideias. A Teologia da Libertação minava todo o fundamento da fé cristã, substituindo-o por um pietismo ateu, por uma ação política do ser humano em que permanecia a esperança, "mas no lugar de Deus entreva o partido, e com isso o totalitarismo de uma adoração ateísta, pronta para imolar a seu falso deus todo humanitarismo"[3]. Sendo assim, durante o tempo em que lecionou em Tubinga, Ratzinger lançou mão de todos os meios justos e possíveis - tal qual faria anos mais tarde - para frear os desejos da incipiente - mas não menos perigosa - Teologia da Libertação; inclusive aliando-se a dois teólogos protestantes. Ele explica:

[...] A situação na Faculdade Teológica Evangélica era essencialmente mais dramática do que a nossa. Mas, afinal, estávamos no mesmo barco. Com dois teólogos evangélicos, o patrólogo Ulrich Wickert e o especialista em missiologia Wolfgang Beyerhaus, elaborei um plano comum de ação. Achávamos que as controvérsias confessionais anteriores eram de somenos importância em comparação com o desafio diante do qual agora estávamos, e no qual tínhamos de representar, conjuntamente, a fé no Deus vivo e no Cristo, o Verbo encarnado.[4]

A atitude de Joseph Ratzinger, num primeiro momento, pode parecer desconcertante e incoerente, haja vista a sua má fama de "intolerante" e "cardeal panzer". Mas não o é. Tendo em mente os perigos que tal teologia traria tanto para o fundamento da fé católica quanto para o da fé protestante, ele soube enxergar que não era possível discutir as 95 teses de Lutero enquanto Roma pegava fogo. Era preciso primeiro apagar o incêndio ou nem mesmo os protestantes teriam mais algo contra o que protestar, uma vez que era o próprio Cristo agora que estava em xeque. Com efeito, não fossem os esforços conjuntos de Ratzinger e dos dois teólogos protestantes, as sequelas mais ou menos visíveis da Teologia da Libertação, "feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia"[5], teriam tido um efeito muito mais feroz do que o que já se sente hoje.

O exemplo do então professor de Teologia Dogmática, Joseph Ratzinger, serve como parâmetro para os cristãos, sobretudo numa época em que o cristianismo se torna cada vez mais perseguido e odiado. Obviamente, dentro de seus respectivos templos, os padres continuarão ensinando que a Igreja Católica é "a única Igreja de Cristo [...] que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (cf. Jo 21,17)"[6], ao passo que os protestantes continuarão condenando o culto à Virgem Maria como idolatria. Não se trata de relativismo. Bento XVI sempre defendeu que, na base de todo diálogo, deve-se existir antes uma profunda consciência de sua própria identidade. Mas isso não pode ser um empecilho para a defesa da vida desde a sua concepção até à morte natural, para a defesa da família entre um homem e uma mulher e para a defesa da educação dos filhos pelos pais. Esses são temas que afetam a todos e não podem, sob pretexto algum, ser negligenciados.

A divisão dos cristãos constitui um escândalo que clama aos céus; e este escândalo poderá ser ainda maior caso se deixe reinar no Brasil a cultura da morte.

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