E.C., aluno de nosso site, escreveu e enviou-nos a mensagem abaixo em 2015, quando ainda não estava casado. De qualquer modo, seu testemunho da época de namoro com certeza será um grande incentivo aos casais de namorados católicos, especialmente nestes tempos em que a doutrina moral da Igreja é muitas vezes vista como um mero “ideal”, distante e quase inatingível para as pessoas, ou “radical demais” para ser seguida fielmente, em todas as suas exigências.

Leiam todos os casais este brevíssimo testemunho e inspirem-se. Um namoro casto é sim possível, com a graça de Deus!


Olá! Eu e minha namorada escrevemos um texto para dar nosso testemunho de como o vídeo “Quais são as carícias permitidas no namoro?”, do programa A Resposta Católica, melhorou o nosso namoro. O narrador do texto sou eu, o rapaz da relação.

Quando comecei a namorar não entendia o que era castidade e pensava que era casto quem casava sem antes ter tido uma relação sexual. Comecei meu namoro com um pensamento mais ou menos assim: farei tudo, menos sexo.

Posso dizer que foi quase isso que aconteceu, porém, fui percebendo que algo não estava certo. Lembro-me de ter a consciência pesada depois dos encontros que tínhamos. Com o tempo percebi que as carícias que aconteciam durante esses encontros não eram certas e que estavam nos prejudicando. Mais: desagradavam a Deus. Resolvemos parar com elas e continuar apenas com os beijos, contudo os beijos que aconteciam eram longos e exagerados.

Durante esse tempo vi um vídeo do padre Paulo, não me lembro ao certo qual era, e nele entendi que um pecado sexual não está, necessariamente, no ato físico que acontece entre os parceiros, mas sim no que os dois estão realmente querendo, na intenção que move o ato; se a intenção tem como centro o prazer, há um problema, há um pecado, porque de uma forma ou de outra você acaba utilizando a outra pessoa como um objeto para conseguir o prazer desejado.

Surgiram, então, alguns questionamentos na minha cabeça, por exemplo: “Qual a intenção que há em mim quando beijo minha namorada? É por afeto? É para demonstrar carinho? É por prazer? Esses beijos nos fazem bem?” Eu não podia negar que, nos beijos longos que aconteciam, o afeto cedo ou tarde perdia significado e o que restava era a busca do prazer. Pensei várias vezes em parar com este tipo de beijo por entender que estavam errados, minha consciência me incomodava, não sabia o que fazer, porém eu pensava que seria radical demais parar com eles.

No meio disto eu vi o vídeo “Quais são as carícias permitidas no namoro?”. Relacionei o que o padre falou com as experiências que eu tive e percebi que eu estava utilizando minha namorada como um objeto de prazer. Eu não podia negar isso, essa era a verdade e ponto final. Assim, eu e ela conversamos sobre essa questão, decidimos parar com os beijos longos e fazer o que o padre disse.

O resultado da mudança foi esplêndido. O amor, a vontade de ver o outro crescer, a admiração entre nós, tudo isso aumentou muito, passamos a ficar muito mais felizes. O tempo, antes utilizado para algo impróprio ao namoro, agora é utilizado para conversas francas, filmes sadios e troca de conhecimentos. O carinho e afeto, demonstrados nos pequenos detalhes, são mais significativos e importantes.

Hoje, temos a certeza de que queremos o melhor um para o outro, que nosso relacionamento se traduz em companheirismo, em crescimento, em querer o melhor para o outro independentemente da satisfação pessoal. O sorriso em nosso rosto demonstra a felicidade e gratidão que sentimos. Podemos afirmar que, se pudéssemos, não hesitaríamos em voltar no tempo e namorar assim, regidos por um amor verdadeiro.

Muito obrigado, Padre Paulo Ricardo!