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Os anjos nos salvam!
Doutrina

Os anjos nos salvam!

Os anjos nos salvam!

“É isto o que crê e ensina a Igreja, baseada na Sagrada Escritura, pela qual sabemos que os anjos bons têm por missão proteger os homens e zelar por sua salvação.”

Papa São João Paulo IITradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Junho de 2018
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Vimos nas últimas catequeses como a Igreja, iluminada pela luz que provém da Sagrada Escritura, confessou ao longo dos séculos a verdade sobre a existência dos anjos, seres puramente espirituais e criados por Deus.

A Igreja o fez desde o início com o Símbolo niceno-constantinopolitano e o ratificou no IV Concílio de Latrão (1215), de cuja formulação se apropriou o Concílio Vaticano I no contexto da doutrina sobre a criação: Deus “criou simultaneamente desde o início do tempo, do nada, ambas as criaturas: a espiritual e a corporal, isto é, a angelical e a mundana; e em seguida a humana, de algum modo comum a ambas, constituída de espírito e corpo” (DS 3002).

Ou seja: Deus criou desde o princípio ambas as realidades: a espiritual e a corporal, o mundo terreno e o angélico. Ele tudo criou simultaneamente (“simul”) em ordem à criação do homem, composto de espírito e matéria e colocado, segundo a narração bíblica, no quadro de um mundo já estabelecido conforme suas leis e já medido pelo tempo (“deinde”).

O Papa São João Paulo II, autor desta catequese.

Além de sua existência, a fé da Igreja reconhece certas características distintivas da natureza angélica. Seu ser puramente espiritual implica, antes de tudo, sua imaterialidade e imortalidade. Os anjos não têm “corpo” (ainda que, em determinadas circunstâncias, eles se manifestem de forma visível, devido à sua missão em prol dos homens) e, portanto, não se encontram submetidos à lei da corrupção, comum a todo o mundo material. Jesus mesmo, referindo-se à condição angélica, dirá que na vida futura os ressuscitados “jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos” (Lc 20, 36).

Enquanto criaturas de natureza espiritual, os anjos possuem inteligência e livre arbítrio, assim como o homem, mas em grau superior, embora sempre finito, uma vez que todas as criaturas são intrinsecamente limitadas. Os anjos, portanto, são seres pessoais e, enquanto tais, são também “imagem e semelhança” de Deus.

A Sagrada Escritura se refere aos anjos empregando apelativos não apenas pessoais (como os nomes próprios Rafael, Gabriel e Miguel), mas também “coletivos” (como os qualificativos: serafins, querubins, tronos, potestades, dominações, principados), além de estabelecer uma distinção entre anjos e arcanjos. Ainda que levemos em conta a linguagem analógica e representativa do Texto Sagrado, podemos deduzir que estes seres-pessoas, como que agrupados em sociedade, subdividem-se em ordens e graus, correspondentes à medida de sua perfeição e à tarefa que lhes cabe.

Os autores antigos e a própria liturgia falam também de coros angélicos (nove, de acordo com Dionísio, o Areopagita). A teologia, especialmente a patrística e a medieval, não rejeitaram estas idéias, senão que, pelo contrário, buscaram dar-lhes uma explicação doutrinal e mística, sem contudo lhe atribuir um valor absoluto.

Santo Tomás preferiu aprofundar as investigações sobre a condição ontológica, sobre a atividade cognoscitiva e volitiva e sobre a elevação espiritual destas criaturas puramente espirituais, por sua dignidade na hierarquia dos seres e porque, estudando-os, podia compreender melhor as capacidades e atividades próprias do espírito em estado puro, haurindo daí não pouca luz para esclarecer os problemas de fundo que agitam e estimulam desde sempre o pensamento humano: o conhecimento, o amor, a liberdade, a docilidade a Deus, a conquista do seu Reino.

O tema a que nos referimos pode parecer “distante” ou “menos vital” para a mentalidade do homem moderno. No entanto, a Igreja, propondo com franqueza toda a verdade sobre Deus, criador inclusive dos anjos, crê prestar um grande serviço ao homem.

O homem tem a convicção de que em Cristo, Homem-Deus, é ele (e não os anjos) que se encontra no centro da Revelação divina. Pois bem, o contato religioso com o mundo dos seres puramente espirituais converte-se numa preciosa revelação do seu ser não apenas corpóreo, mas também espiritual, e de sua relação de pertença a um projeto de salvação verdadeiramente grande e eficaz, dentro de uma comunidade de seres pessoais que, para o homem e com o homem, servem ao desígnio providencial de Deus.

Percebemos que a Sagrada Escritura e a Tradição chamam propriamente anjos àqueles espíritos puros que, na prova fundamental da liberdade, escolheram a Deus, sua glória e seu Reino. Eles estão unidos a Deus mediante o amor perfeito que nasce da visão beatífica, face a face, da Santíssima Trindade. É Jesus mesmo quem o diz: “Seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 10).

Este “contemplar sem cessar a face do Pai” é a manifestação mais alta de adoração a Deus. Pode-se dizer que constitui a “liturgia celeste”, realizada em nome de todo o universo, à qual se associa incessantemente a liturgia terrena da Igreja, especialmente em seus momentos culminantes. Basta lembrar aqui o ato com que a Igreja, a cada dia e a cada hora, no mundo inteiro, antes de começar a oração eucarística no coração da Santa Missa, recorre “aos anjos e aos arcanjos” para cantar a glória de Deus três vezes santo, unindo-se assim àqueles primeiros adoradores de Deus, no culto e no amoroso conhecimento do mistério inefável de sua santidade.

De acordo com a Revelação, ademais, os anjos que participam da vida da Trindade na luz da glória estão chamados também a tomar parte na história da salvação dos homens, nos momentos estabelecidos pelo desígnio da Providência divina. “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?”, pergunta o autor da Epístola aos Hebreus (1, 14). É isto o que crê e ensina a Igreja, baseada na Sagrada Escritura, pela qual sabemos que os anjos bons têm por missão proteger os homens e zelar por sua salvação.

Encontramos expressões como estas em diversas passagens da Sagrada Escritura, como, por exemplo, o Salmo 90 (91), citado já repetidas vezes: “Porque aos seus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90 [91], 11-12). Jesus mesmo, falando das crianças e admoestando-nos a não escandalizá-las, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18, 10).

Além disso, atribui aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre o destino de quem tiver confessado ou negado a Cristo: “Todo o que me reconhecer diante dos homens, também o Filho do Homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus; mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12, 8-9; cf. Ap 3, 5). Estas palavras são significativas: se os anjos participam do juízo de Deus, é porque se preocupam pela vida do homem. Interesse e participação que parecem receber um tom mais forte no discurso escatológico, no qual Jesus faz os anjos intervirem na parusia, ou seja, na vinda definitiva de Cristo no fim da história (cf. Mt 24, 31; 25, 31.41).

Entre os livros do Novo Testamento, são especialmente os Atos dos Apóstolos que nos dão a conhecer alguns episódios que testemunham a solicitude dos anjos para com o homem e sua salvação. Assim, um anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5, 18-20), e antes de tudo a Pedro, que corria risco de vida nas mãos de Herodes (cf. At 12, 5-10). Vemos ainda um anjo que orienta a  atividade de Pedro com respeito ao centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10, 3-8; 11, 12-13), e, analogamente, a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém a Gaza (cf. At 8, 26-29).

À luz destes poucos casos, citados a título de exemplo, compreende-se como se pôde formar na consciência da Igreja a persuasão de que foi confiado aos anjos um ministério a favor dos homens. Por isso, a Igreja confessa sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa especial e recomendando que recorramos à sua proteção com frequentes orações, como a invocação “Santo anjo do Senhor”. Esta oração parece reproduzir as preciosas palavras de S. Basílio: “Todo fiel tem ao seu lado um anjo como guia e pastor para conduzi-lo à vida” (cf. S. Basílio, Adv. Eunomium, III, 1; cf. também Santo Tomás, S. Th. I, q. 11, a. 3).

Finalmente, é oportuno notar que a Igreja honra com culto litúrgico a três figuras angélicas, que na Sagrada Escritura recebem um nome próprio.

A primeira é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10, 13.20; Ap 12, 7; Jt 9). Seu nome expressa sinteticamente a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El”, com efeito, significa: “Quem como Deus?” Neste nome se expressa, pois, a eleição salvífica graças à qual os anjos “veem o rosto do Pai” que está nos céus.

A segunda é Gabriel, figura vinculada, sobretudo, ao mistério da Encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1, 19.26). Seu nome significa “meu poder é Deus” ou “poder de Deus”, como que indicando que, no ápice da criação, a Encarnação é o sinal supremo do Pai onipotente.

Por fim, o terceiro arcanjo se chama Rafael. “Rafa-El” significa “Deus cura”. Ele se deu a conhecer na história de Tobias, no Antigo Testamento (cf. Tb 12, 15.20 etc.), tão significativa porque nela se confiam aos anjos os pequenos filhos de Deus, sempre necessitados de amparo, cuidado e proteção.

Se meditarmos bem, veremos que cada uma destas três figuras, Mica-El, Gabri-El, Rafa-El, reflete de um modo particular a verdade contida naquela pergunta feita pelo autor da Epístola aos Hebreus: “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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