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Mulheres falam contra o aborto na Câmara dos Deputados
Sociedade

Mulheres falam contra o
aborto na Câmara dos Deputados

Mulheres falam contra o aborto na Câmara dos Deputados

Seminário no Congresso Nacional, comemorando o Dia da Mulher, apresenta vozes femininas contrárias ao aborto e à Cultura da Morte

Equipe Christo Nihil Praeponere4 de Abril de 2014Tempo de leitura: 1 minutos
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Como parte das comemorações pelo Dia da Mulher, a Câmara dos Deputados, no Distrito Federal, abriu suas portas para o Seminário “Mulher, Família e Gênero", no dia 11 de março de 2014. O evento se deu no Auditório Nereu Ramos e foi promovido pelo Partido Social Cristão juntamente com o Observatório Internacional de Biopolítica.

O seminário contou com “especialistas nas áreas de Direito, Saúde e Humanidades, os quais discutiram a origem da problemática moderna sobre o aborto, seu desdobramento nos anos recentes e suas principais fundamentações teóricas", informou o site da Câmara.

Trata-se de um evento único, no sentido de que são vozes dissonantes ao pensamento quase hegemônico e tido até mesmo como natural de que tanto a descriminalização do aborto quanto o avanço da cultura da morte no país acontecem sob uma perspectiva de “evolução dos tempos". Nada mais falso. Desde a primeira palestra, proferida pela Dra. Renata Gusson, tomamos conhecimento de que a implantação da cultura da morte no mundo e, atualmente no Brasil, obedece a uma agenda milimetricamente pensada com esse objetivo.

Para tanto, os promotores dessa funesta cultura, tão denunciada pelo Bem Aventurado Papa João Paulo II e sucessores, utilizam-se até mesmo de manipulação de dados, conforme brilhantemente expõe a Dra. Isabela Mantovani.

A terceira palestra disponível foi proferida pela Professora Fernanda Takitani que trouxe à tona os antecedentes históricos e filosóficos da questão do gênero. Atualmente há uma intensa discussão acerca da chamada “ideologia de gênero" e, assim, a fala precisa da professora traz não só informações sobre o tema, mas sólido embasamento argumentativo para combatê-la.

Por fim, deve-se considerar que a presença de tais mulheres - todas católicas, casadas, mães - no Congresso Nacional como uma quebra do estereótipo do que comumente lá se vê: militantes patrocinadas por ONGs, por sua vez sustentadas pelas grandes fundações. São mulheres brilhantes que lutam para que a luz seja retirada de sob o alqueire e ilumine não só aquela que é a Casa do Povo, mas o restante do Brasil. Que elas sejam ouvidas.

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O amor que animou José de Anchieta
Santos & Mártires

O amor que animou José de Anchieta

O amor que animou José de Anchieta

Os apóstolos acendem diante dos homens a luz de Cristo porque querem alegrar o coração de Deus. Foi o que fez o beato José de Anchieta em solo brasileiro.

Equipe Christo Nihil Praeponere3 de Abril de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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Será canonizado pelo Papa Francisco, este mês, o bem-aventurado José de Anchieta, “apóstolo do Brasil". Por seus corajosos esforços, muitíssimas almas foram conquistadas para Cristo e o que podia não passar de mais um reinado mundano pôde, por graça de Deus, tornar-se Terra de Santa Cruz.

José de Anchieta, de nacionalidade espanhola, nasceu nas Ilhas Canárias, no ano de 1534. Foi sua mãe, então recém-convertida ao cristianismo, quem lhe deu a dádiva da fé. Mandado a Portugal muito cedo para estudar, destacou-se como uma mente brilhante, chegando à trabalhosa obra de compor poemas na língua latina.

Com apenas 19 anos, o seminarista José de Anchieta é chamado a integrar as comitivas que partiam Atlântico adentro em busca de terras (e almas). Ao sair da Europa, despede-se de seus parentes, certo de não voltar mais. “Nos vemos no céu!", diz à sua família. Em solo brasileiro, catequiza os índios em língua tupi-guarani e produz uma gramática nesse idioma, a fim de facilitar a comunicação entre os evangelizadores e os povos nativos.

Como São Paulo, Anchieta atravessa várias porções de terra para fazer resplandecer a luz de Cristo. Em uma de suas viagens – que descreveu em longa carta ao superior-geral da Companhia de Jesus, Diego Lainez [1] –, ele testemunha as “grandes opressões" que infligiam aos portugueses os índios tamoios, “levando continuamente os escravos, mulheres e filhos dos Cristãos, matando-os e comendo-os". Mesmo conscientes de antemão do mal que lhes podia fazer essa tribo, ele e o padre Manuel da Nóbrega não hesitam ir ao seu encontro, para firmar com ela um acordo de paz ou, se possível, trazê-los à fé cristã e “ganhar algumas almas de seus filhos inocentes com a água do santíssimo batismo".

Após ver os tamoios matarem e comerem o escravo de um companheiro de viagem e confessar, aturdido, “que muito me afligia a carne com contínuos temores" [2], Anchieta recorre à intercessão de Nossa Senhora e promete compor um poema sobre sua vida, pedindo – grande sinal de amor a Deus – não que fosse preservado do ataque dos índios, mas que fosse livre de todo o perigo de pecado. Dessa bela promessa nasceu o famoso poema De Beata Virgine Dei Matre Maria, cujos 4172 versos Anchieta escreveu na areia do mar, antes de passar ao papel.

Das visitas às aldeias indígenas, que eram sempre precedidas pela celebração da Santa Missa, muitos frutos eram colhidos, mas, sempre à custa de muitas dificuldades. Além do canibalismo, era muito comum entre as tribos a prática do infanticídio. Em uma passagem impressionante, Anchieta conta como batizou e salvou da morte uma criança que acabara de ser cruelmente enterrada:

Sem nenhuma confiança na vida dele, por haver já tanto tempo que estava debaixo da terra, deixei as matinas e fui correndo molhar um pano em água e cavando a terra vi que ainda bolia e batizei-o, fazendo tenção de o deixar, parecendo que já expirava, mas dizendo-me umas mulheres que podia ainda viver, porque, às vezes, estavam tais como estes todo um dia enterrados, e viviam, determinei retirá-lo e fazê-lo criar. A este espetáculo tão novo, concorreram muitas mulheres da aldeia e com elas um índio com uma espada de pau para quebrar-lhe a cabeça, ao qual disse que o deixasse que eu o queria tomar por meu filho e com isto se foi; desenterrei-o e nenhuma daquelas mulheres lhe quis pôr mão, para lavá-lo, por mais que lhes rogasse, antes se estavam rindo e, passado tempo, dizendo que já o Padre tinha filho, e lhes ficou isto depois por gracejo, e a todos os índios [3].

De tantas histórias colhidas da vida do bem-aventurado José de Anchieta, sobressai sempre a sua preocupação pelas almas: ordenado sacerdote em 1565, o padre configurou-se de tal modo a Cristo que copiou com fidelidade o Seu grande amor pelos homens, o sacrifício contínuo e perseverante por sua salvação.

Consciente de que os índios eram pessoas humanas, não peças de museu, Anchieta trabalhava verdadeiramente para transformar a cultura indígena. Ele sabia que era preciso evangelizar, “não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade e isto até às suas raízes, a civilização e as culturas do homem" [4]. Afinal, como ensinava o beato João Paulo II:

“Se, de fato, é verdade que a fé não se identifica com alguma cultura e é independente em relação a todas as culturas, não é menos verdadeiro que, precisamente por isto, a fé é chamada a inspirar e impregnar todas as culturas. É o homem todo, na realidade da sua existência quotidiana, que é salvo em Cristo e é, por isso, o homem todo que se deve realizar em Cristo. Uma fé que não se torna cultura é uma fé não plenamente acolhida, não inteiramente pensada e nem com fidelidade vivida." [5]

Se hoje o Brasil pode cantar com alegria ter nascido sob as bênçãos de Deus e sob o sinal da Cruz, é porque homens infatigáveis como José de Anchieta se esqueceram totalmente de si mesmos para servirem a Cristo nos povos nativos da América. Suas vidas lembram a nós, homens do século XXI, a essência missionária de todo cristão. Ao lado do chamado a seguir Jesus, está sempre o apelo do anúncio. Por isso o Papa Francisco diz que “cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus" [6].

Acender diante dos homens a luz de Cristo é um serviço de caridade. Foi isso que santificou São Paulo, São Cirilo e São Metódio, São Francisco Xavier e – agora, com a confirmação do Sumo Pontífice – o grande José de Anchieta. Conscientes de que converter os corações a Cristo, como fez o beato José de Anchieta, é dar alegria a Deus, evangelizemos também nós, por amor a Ele e às almas que conquistou com o Seu sangue.

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O último desejo de São João Paulo II
LiturgiaIgreja Católica

O último desejo de São João Paulo II

O último desejo de São João Paulo II

Em um dos últimos documentos de seu pontificado, João Paulo II exortou a Igreja a celebrar corretamente o sacrifício eucarístico.

Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Abril de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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Há exatos 10 anos, a Congregação para o Culto Divino, seguindo as disposições do então papa João Paulo II, publicava a Instrução Redemptionis Sacramentum[1]. O documento tinha por objetivo esclarecer alguns aspectos sobre a correta celebração da Eucaristia, e pôr termo à maré de abusos litúrgicos que se insurgia dentro da Igreja. Sendo a Santíssima Eucaristia o depósito "no qual está contido todo o bem espiritual da Igreja"[2], a preocupação do Santo Padre, exposta solenemente nessa instrução e na sua última encíclica, Ecclesia de Eucharistia, era nada mais que salvaguardar a fé dos fiéis, tornando a celebração dos sacramentos um ambiente livre de rixas e brigas fratricidas, advindas de falsas interpretações do Santo Sacrifício de Cristo.

O zelo pelo augusto sacramento eucarístico faz parte da história dos cristãos. Desde a sua origem, os católicos procuraram render glórias ao Criador por meio do culto à Eucaristia, chegando, em alguns casos, até mesmo às vias do martírio. " Sine dominico non possumus" – sem o domingo, não podemos viver. Era o que diziam os mártires de Abinitas, região do norte da África, ao desafiarem a lei do império, que os proibia de prestar culto a Deus. Desse eloquente testemunho do início do século IV, podemos haurir a íntima relação que existe entre a vida ordinária dos cristãos e a sua fé eucarística. O homem só consegue viver de acordo com sua reta natureza quando põe em primeiro plano o seu dever para com Deus. É que sem a verdadeira religião, todo ser humano acaba abeirando-se de outros altares; queimando incensos para novidades muitas vezes desumanas. A lei moral depende diretamente do reconhecimento de Deus. Trata-se de um dever natural dos homens; e, por isso, dizia o Papa Pio XII, "Deus os elevou à ordem sobrenatural"[3].

A liturgia cristã, por sua vez, não é uma invenção humana. Não se trata de uma busca de Deus às apalpadelas, como se se estivesse a construir outra Torre de Babel. Deus é quem nos ensina a forma correta de adorá-Lo. É Ele, e somente Ele, o verdadeiro protagonista de toda ação litúrgica. Com efeito, dada a missão da Igreja de guardar e ensinar a fé apostólica, cabe a ela, por direito divino, o dever de esclarecer e coibir os equívocos contra a doutrina de Deus, sobretudo no que tange à matéria sagrada do Santíssimo Sacramento – uma vez que não são poucos os que inserem princípios errôneos na celebração eucarística que, "em teoria ou na prática, comprometem esta santíssima causa, e frequentemente até a contaminam de erros que atingem a fé católica e a doutrina ascética"[4].

Quando pensamos em exemplos como o de Madre Teresa de Calcutá – que passava horas diante do altar, rogando a Deus pelo bom êxito de seus trabalhos –, ou na imagem de São Padre Pio de Pietrelcina – que muitas vezes ardia em febre pela Santíssima Eucaristia –, conseguimos compreender o que significa viver eucaristicamente. A comunhão do Corpo de Cristo provoca uma mudança em todo nosso ser. " Não é o alimento eucarístico que se transforma em nós, mas somos nós que acabamos misteriosamente mudados por Ele"[4], até o momento em que cada um possa repetir as palavras do Apóstolo das gentes: "já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Cfr. Gl 2, 22). No altar, mediante a oferta do sacerdote, unimo-nos ao sacrifício de Cristo na cruz. Dessa íntima comunhão, nasce a necessidade de uma presença iluminadora no meio da sociedade, a fim de que Deus possa ser tudo em todos. Dizia o Papa Pio XII:

Assistindo, pois, ao altar, devemos transformar a nossa alma de modo que se apague radicalmente todo o pecado que está nela, e com toda diligência se restaure e reforce tudo aquilo que, mediante Cristo, dá a vida sobrenatural: e assim nos tornemos, junto com a hóstia imaculada, uma vítima agradável a Deus Pai. [5]

Nesse sentido, o respeito às normas litúrgicas não deve ser encarado como uma prisão, mas como autêntica liberdade. As extremidades de um quadro não cerceiam a criatividade de um pintor; pelo contrário, são elas que garantem a existência e aplicabilidade de sua arte. Mutatis mutandis, as rubricas do missal nada mais são do que as extremidades do quadro litúrgico de Deus, a fim de que o homem possa adorá-Lo "em espírito e em verdade" (Cfr. Jo 4, 23). A missa não consiste "em criar um pequeno mundo alternativo por conta própria"[6]. Isso significaria "o abandono do Deus verdadeiro, disfarçado debaixo de um tampo sacro"[7]. A Missa é o memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. "E, a fim de que esta memória não tivesse nenhuma narrativa confusa por parte dos homens" – recorda-nos o venerável Fulton Sheen –, "Ele mesmo instituiu a maneira correta de recordá-la"[8].

Resumidamente, como disserta a instrução do Papa João Paulo II, trata-se do sacramento de nossa redenção.

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Como a ideologia de gênero destruiu a família Reimer
Sociedade

Como a ideologia de gênero
destruiu a família Reimer

Como a ideologia de gênero destruiu a família Reimer

Conheça a história de David Reimer, a primeira cobaia dos ideólogos de gênero e a prova suficiente de que essa teoria é uma farsa.

Equipe Christo Nihil Praeponere27 de Março de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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Está às portas de ser votado o Plano Nacional de Educação. O projeto de lei lança as diretrizes e metas da educação pública para os próximos 10 anos e, não obstante a clara oposição do povo brasileiro a um sistema educacional permissivo e imoral, permanece firme o desejo de alguns grupos políticos em firmar compromisso com a "agenda de gênero", tão querida pelas organizações internacionais e por "intelectuais" engajados em causas revolucionárias.

Só que a tão falada "identidade de gênero", embora receba financiamento pesado de fora, não consegue sustentar-se cientificamente. Às vésperas de um evento tão importante para o futuro das crianças e adolescentes do Brasil, é oportuno recordar uma história recente que põe em xeque não só a autenticidade da "agenda de gênero" como a própria honestidade de seus propagadores.

Esta história começa na famosa universidade Johns Hopkins, na cidade de Baltimore, Estados Unidos. É aí que o médico neozelandês John Money e sua equipe se destacam por sua pesquisa nas áreas de sexologia e por cunhar, em seus trabalhos, termos como "papel de gênero" e "identidade de gênero". A sua teoria é a de que o sexo das pessoas, ao invés de ser dado pela nature ["natureza"], é uma questão de nurture ["educação"]. Assim, uma criança em tenra idade, mesmo com o aparelho genital de um sexo, poderia ser criada e educada como sendo de outro sexo. A biologia seria subvertida pela psicologia, ou, dito em outros termos, o projeto do Criador poderia ser arbitrariamente transformado pelo homem.

Até 1967, as ideias de John Money já eram mundialmente famosas, mas permaneciam no papel. É quando a família Reimer decide recorrer ao renomado médico: um de seus filhos gêmeos, Bruce, teve seu órgão genital cauterizado durante uma circuncisão, e a sua mãe, Janet Reimer – interessada após assistir a um programa de televisão sobre a teoria do dr. Money – decide confiar ao médico o problema de seu filho.

Nas mãos de Money, Bruce, com apenas 22 meses de vida, sofre uma intervenção cirúrgica e passa a chamar-se Brenda. Recebendo acompanhamento constante do doutor, a família Reimer era a cobaia de que Money precisava para provar de vez sua teoria. De fato, o médico neozelandês escreve vários estudos usando o caso Brenda como "prova dramática" de que sua "teoria da neutralidade" estava correta: se era possível educar um menino como menina, homens e mulheres não eram mais dados biológicos, mas meras "aprendizagens sociais".

No entanto, à medida que Brenda cresce, sua mãe nota algo de muito errado. "Eu via que Brenda não era feliz como garota, não obstante o que eu tentasse fazer por ela ou como eu tentasse educá-la, ela era muito rebelde, era muito masculina e eu não conseguia convencê-la a fazer nada que fosse feminino", conta Janet Reimer, em um documentário produzido pela BBC. "Brenda não tinha quase nenhum, nenhum amigo enquanto crescia. Todo mundo realmente a matava, chamavam-na de 'mulher da caverna'. Ela era uma garota muito só" [1].

Aos catorze anos, já longe dos olhos de Money e cada vez mais isolada socialmente, Brenda descobre, de sua mãe, que nascera como homem e tinha sido criada como mulher à força. A partir de então, ela muda seu nome para David e tenta, apesar de tantos percalços, levar uma vida comum, como homem. No entanto, a morte de seu irmão por uma overdose de antidepressivos, em 2002, aliada a um casamento conturbado, culmina em uma tragédia: no dia 4 de maio de 2004, David deixa a casa de seus pais pela última vez, vai a uma mercearia e comete suicídio.

Antes desse fim dramático, David Reimer expôs o seu caso à mídia, a fim de tornar públicas a perversidade das ideias de Money e a farsa de sua "teoria de gênero". "Era-me dito que eu era uma garota, mas eu não gostava de me vestir como uma garota, eu não gostava de me comportar como uma garota, eu não gostava de agir como uma garota", confessa David [2]. "Eu não sou um professor de nada, mas você não acorda uma manhã decidindo se é menino ou menina, você apenas sabe".

"Não se acorda de manhã decidindo se se é menino ou menina": essa lição foi aprendida a um alto custo pela família Reimer. É esse o mesmo custo que as famílias brasileiras querem pagar, aceitando que a ideologia de gênero seja implantada em nossas escolas?

Quando se combate a inserção do termo "gênero" no ordenamento jurídico brasileiro, não se está a afirmar uma posição "discriminatória" ou "preconceituosa", como insinuam alguns grupos. Ao contrário, o que se pretende é que o Brasil seja livre de uma teoria comprovadamente mentirosa e ideológica. Ou queremos, por acaso, copiar os experimentos ridículos de Money e repetir o drama da família Reimer no seio de nossas famílias?

"Você vai sempre encontrar pessoas que vão dizer: bem, o caso do Dave Reimer podia ter tido sucesso. Eu sou a prova viva, e se você não vai tomar minha palavra como testemunho, por eu ter passado por isso, quem mais você vai ouvir?" [3]. Que a alma de David Reimer descanse em paz. E que a sua conturbada vida lembre às pessoas o quanto é terrível subverter o plano do próprio Criador inscrito na natureza humana.

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