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565. A caridade devida aos inimigos

Para chegarmos à plena maturidade em Cristo, temos de viver o que Ele hoje nos exorta: "Amai os vossos inimigos", vendo nos que nos odeiam a presença dAquele que sempre nos amou e reconciliou com o Pai, quando ainda éramos inimigos seus.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
5, 43-48)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' Eu, porém, vos digo: 'Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!' Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.

Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".

O Evangelho desta terça-feira, dando continuidade ao Sermão da Montanha, apresenta-nos mais um dos caminhos por que Nosso Senhor deseja conduzir-nos à santidade: "Amai os vossos inimigos". O que Jesus aqui nos propõe é dar um passo além do mero cumprimento da Lei. Com efeito, se a observância dos Mandamentos é, por um lado, condição mínima para sermos salvos, não é, por outro, garantia de que seremos santos. Como cristãos, estamos, sim, obrigados a amar por caridade aos que nos fazem ou desejam mal, não enquanto inimigos, mas enquanto homens, redimidos pelo Sangue de Cristo e, como nós, chamados a ter neste mundo uma vida reta e, no outro, a vida eterna. Por isso, não podemos fazer distinção em nossas preces e comportamento entre "próximos" e "estranhos"; a todos devemos tratar ao menos com os sinais de afeto e respeito devidos às pessoas em comum, o que implica, entre outras coisas, rezar por nossos inimigos e desafetos, não lhes negar esmola nem o que por direito lhes pertence, cumprimentá-los educadamente etc.

Mas, se queremos de fato ser santos e configurar-nos Àquele que nos redimiu, temos de ir além da simples obrigação e, como Ele nos ama, amá-lO em quem nos odeia, pois também nós, quando ainda éramos inimigos seus, fomos reconciliados com Deus por sua morte, e morte de cruz (cf. Rm 5, 10; Fl 2, 8). Para sermos perfeitos (cf. Mt 5, 48) como Aquele que "faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos" (Mt 5, 45), peçamos hoje ao Senhor que nos dê a graça de O reconhecermos em nosso próximo, a ponto de sentir-nos especialmente afetuosos com os que nos perseguem, caluniam e desprezam. Sustentados assim pela graça divina, poderemos amar com Cristo, em Cristo e por Cristo o Cristo presente em nossos irmãos (cf. A. Royo Marín, Teología de la Perfección Cristiana. 2.ª ed., Madrid: BAC, 2012, p. 521, n. 363).

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