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Homilia Dominical
18 Nov 2016 - 25:51

A conversão de São Dimas

Para ser aclamado hoje como santo, porém, este malfeitor passou por uma verdadeira transformação interior: de criminoso que era, morreu humilhado e professando, sincera e publicamente, a sua fé em Cristo Rei. Como isso aconteceu, e de que modo a conversão dele pode impulsionar a nossa, é o que você vai descobrir neste Testemunho de Fé!
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Homilia Dominical - 18 Nov 2016 - 25:51

A conversão de São Dimas

Para ser aclamado hoje como santo, porém, este malfeitor passou por uma verdadeira transformação interior: de criminoso que era, morreu humilhado e professando, sincera e publicamente, a sua fé em Cristo Rei. Como isso aconteceu, e de que modo a conversão dele pode impulsionar a nossa, é o que você vai descobrir neste Testemunho de Fé!
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
23, 35-43)

Naquele tempo, os chefes zombavam de Jesus dizendo: "A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!" Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, e diziam: "Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!" Acima dele havia um letreiro: "Este é o Rei dos Judeus". Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: "Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!"

Mas o outro o repreendeu, dizendo: "Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal". E acrescentou: "Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado".

Jesus lhe respondeu: "Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso".

Neste domingo em que se findam o Ano Litúrgico e o Jubileu da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco, o Evangelho de São Lucas narra-nos o famoso episódio do bom ladrão, que foi crucificado juntamente com o Salvador e que recebeu, ao termo de sua vida, a salvação eterna, conforme promessa do próprio Jesus: "Ainda hoje estarás comigo no Paraíso".

A conversão deste malfeitor é precedida, no entanto, por um verdadeiro coro de incredulidade. Primeiro os chefes dos judeus, depois os soldados romanos e, por fim, o mau ladrão, todos repetem ao Cristo, em uníssono, o mesmo refrão: "Salva-te a ti mesmo!", de modo que a zombaria dessas personagens constitui uma verdadeira antítese do ato de fé realizado por São Dimas. Humanamente falando, de fato, parecia não haver razões para crer: o galileu que tão bem pregou e tantos milagres fez agora padecia, à vista de todos, a morte de um criminoso; em questão de algumas horas, tornar-se-ia um cadáver e, juntamente com ele, tendo seus discípulos já covardemente fugido, sepultada estaria também a sua mensagem. O que os olhos da carne não podem contemplar, todavia, a é capaz de enxergar. De fato, é movido por essa virtude sobrenatural que o ladrão arrependido diz a Cristo: "Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado". Em meio às trevas da ignorância e da malícia, brilha reluzente a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Para que desse esse passo e fosse justificado às portas da morte, porém, São Dimas teve de reconhecer o seu pecado: "Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos", ele diz, repreendendo o seu companheiro de infortúnio. O "bom ladrão" — como tradicionalmente é chamado — não tentou justificar o seu erro; não procurou escusar-se do mal que fez; não disse: "Eu me encontrava em condições concretas que não me permitiam agir de maneira diferente". Foi ladrão, mas converteu-se, sem tentar tornar boa a ladroagem de que tinha participado.

Com isso, aprendemos que, para sermos atingidos pela misericórdia salvífica de Cristo, é preciso que antes tomemos consciência de nossa miséria. Não entrará no Reino da misericórdia quem não passar por esta porta, a porta da humilhação, a porta do rebaixamento, a porta de quem se sabe pecador e necessitado da graça de Deus. Também nisso se confirma a passagem da Escritura que diz: "Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes" (Tg 4, 6).

Isso é para todos nós, porque "todos pecaram e estão privados da glória de Deus" (Rm 3, 23). Não importa o tipo de pecado que tenhamos cometido — perjúrio, roubo, adultério ou homicídio —, nem mesmo a quantidade de vezes em que caímos, se nos arrependermos e nos voltarmos para Deus, seremos acolhidos por Ele e recebidos de volta em sua casa, como acontece na famosa parábola do Filho Pródigo. O grande problema do mundo de hoje é que, não contentes em querer comer a lavagem dos porcos, as pessoas chafurdam no lamaçal do chiqueiro, "divertem-se" no pecado e gabam-se da vida imunda e miserável que levam. Ora, como poderá experimentar o abraço misericordioso do Pai quem não se dá minimamente por incomodado de invejar as porcarias deste mundo?

Humildade e , portanto, são as duas primeiras virtudes com as quais solidificamos a base de nosso edifício espiritual. Humildade, para reconhecermos as nossas faltas: "Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente" (Sl 50, 5). Fé, para vermos na humanidade santíssima de Cristo Redentor o instrumento por meio do qual Deus quer estabelecer o seu reinado entre os homens: "Palavra do Senhor ao meu Senhor: Assenta-te ao meu lado direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!" (Sl 109, 1). Vivendo assim, esperamos ouvir um dia da boca do Salvador as mesmas palavras que Ele pronunciou ao malfeitor penitente: "Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso". Amém.

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