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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 1, 1-17)

A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.

O Evangelho de hoje nos apresenta o que poderíamos chamar a paixão de S. José. De fato, o santo Patriarca, que não veria a Paixão e Morte de Nosso Senhor, teve no entanto de unir-se, de um modo ou outro, aos sofrimentos da cruz de Cristo, conforme providência ordinária de Deus, e a sua provação consistiu justamente nas angústias que ele precisou sofrer ainda durante os esponsais com a Virgem SS. Eis o que nos conta em detalhe o Texto sagrado. Ao descobrir que Maria, sua esposa, estava grávida antes de viverem juntos (cf. Mt 1, 18), José decide abandoná-la (cf. v. 19). Por ser justo (gr. δίκαιος), isto é, fiel observador da Lei, José não podia conviver sob o mesmo teto com uma esposa grávida de outrem (cf. Dt 22, 23s). No entanto, não queria denunciá-la (gr. δειγματίσαι = difamar), ou seja, acusá-la de adultério diante de juízes ou entregar-lhe publicamente uma carta de repúdio, pois (a) era incapaz de duvidar de sua inocência, (b) jamais acusaria alguém sem provas cabais e, segundo a tradição da Igreja, firmemente amparada pela SS. Escritura, ambos tinham feito (c) um voto de castidade perpétua. Por isso, “José, sabendo da castidade de Maria, mas atônito por sua gravidez, prefere calar-se diante de um mistério que não compreendia” (S. Jerônimo, In Matth. 1, 19). Resolveu, pois, abandoná-la em segredo, para que só ele, que não fora chamado a participar daquele mistério, arcasse aos olhos do povo com a culpa pelo rompimento da união.

Mas eis que o anjo do Senhor, provavelmente S. Gabriel, apareceu-lhe em sonhos, dizendo-lhe: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria” em tua casa “como esposa, porque ela concebeu”, não de outro homem, mas “pela ação do Espírito Santo” (v. 20). O anjo conta-lhe em seguida o que já fora revelado a Maria: “Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus” (v. 21). Deus concedeu a José, portanto, todos os direitos paternos sobre o Filho que nasceria da Virgem, pois tanto ao pai quanto à mãe, segundo o direito dos israelitas, cabia o direito de dar nome aos filhos (cf. Gn 4, 1; 5, 29; 21, 3 etc.). Com um ato de fé e obediência, sinal de sua preeminente santidade, José, logo depois de acordar, “fez conforme o anjo do Senhor havia mandado e aceitou” publicamente Maria como “sua esposa” (v. 23). Apesar de justo, como se vê, também José teve de passar por essa dolorosa provação, a fim de que se lhe confirmasse a fé de que ele tantas vezes dera prova, porque assim como a fé de Abraão foi provada pela entrega de um filho, Isaac (cf. Gn 22, 1-19), a de José foi provada pela aceitação de outro, Jesus, sobre quem mereceu exercer uma verdadeira autoridade de pai. — Que o exemplo de S. José, a quem Deus purificou pela obediência da fé e elevou à condição de primeiro de todos os santos, nos anime sempre a confiar nos desígnios divinos e a receber em nossas vidas, seja na dor, seja na alegria, a Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

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