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Homilia Dominical
6 Jan 2018 - 25:04

A fé cristã não é uma crença qualquer

Antes mesmo que os três reis magos O encontrassem, Jesus já os havia encontrado, inspirando-lhes o desejo de conhecer o verdadeiro Messias. Encontrando então o Salvador nos braços de Maria, aqueles três peregrinos abandonaram as próprias crenças e tiveram fé. A liturgia deste domingo, qual estrela de Belém, quer conduzir-nos também até a manjedoura de Cristo a fim de que, libertos de nossas próprias ideias religiosas, encontremos o verdadeiro Deus e Salvador da humanidade.
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Homilia Dominical - 6 Jan 2018 - 25:04

A fé cristã não é uma crença qualquer

Antes mesmo que os três reis magos O encontrassem, Jesus já os havia encontrado, inspirando-lhes o desejo de conhecer o verdadeiro Messias. Encontrando então o Salvador nos braços de Maria, aqueles três peregrinos abandonaram as próprias crenças e tiveram fé. A liturgia deste domingo, qual estrela de Belém, quer conduzir-nos também até a manjedoura de Cristo a fim de que, libertos de nossas próprias ideias religiosas, encontremos o verdadeiro Deus e Salvador da humanidade.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus
(Mt 2, 2)

Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo". A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. Disseram-lhe: "Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo´". Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse: "Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo". Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

Neste domingo, a liturgia da Igreja dirige seu olhar aos três reis magos, aqueles que, de boa vontade, contemplaram a Epifania do Senhor, isto é, a manifestação pública de Cristo. Deus amou tanto o mundo, diz o apóstolo S. João, “que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). Sim, podemos dizer, Jesus veio para alargar as portas do Céu e conceder a todas as nações aquilo que, antes, era reservado apenas ao “povo da Aliança”. Mas, para que essa salvação aconteça, não é suficiente que Jesus venha até nós; os homens precisam corresponder-lhe pela fé, imitando o exemplo dos três reis pagãos.

Os magos do Oriente não pertenciam ao povo de Israel; não conheciam a Revelação nem tinham acesso ao conteúdo das profecias. Foi a boa vontade de seus corações, com efeito, o que os levou a encontrar o Messias. Deus reconheceu o caráter dos três peregrinos e, querendo salvá-los, indicou-lhes o caminho para o menino Jesus. E, encontrando o menino, eles abandonaram a velha crença e tiveram fé.

No testemunho dos três reis magos podemos enxergar o projeto de Deus para toda a humanidade; Ele concede a todos a oportunidade de superar as próprias crenças e ter fé em Jesus. De acordo com o documento Dominus Iesus, a crença é “o conjunto de experiência e pensamento, que constitui os tesouros humanos de sabedoria e de religiosidade, que o homem na sua procura da verdade ideou e pôs em prática em referência ao Divino e ao Absoluto” (n. 7). Trata-se, portanto, de um esforço absolutamente humano, que ainda está à procura da verdade absoluta e carece do assentimento a Deus que Se revela (cf. Dominus Iesus, n. 7). A fé teologal, por outro lado, é aceitação da Revelação Cristã que, como ensina S. João Paulo II, “permite penetrar no seio do mistério, favorecendo a sua inteligência coerente” (Fides et Ratio, n. 13). É essa a fé que os reis magos experimentaram ao se encontrarem com Jesus em Belém.

É verdade que algumas crenças defendem práticas contrárias à dignidade da pessoa humana, como no caso dos astecas, que faziam sacrifícios humanos para acalmar os deuses. Deus, no entanto, vai ao encontro de todo homem, esteja ele onde estiver, e dispensa a sua graça para que ele consiga corresponder aos apelos divinos no íntimo de seu coração. O primeiro passo é sempre de Deus.

Neste domingo, a liturgia quer, qual estrela de Belém, nos conduzir até a manjedoura de Cristo, onde também estão Maria e José. Jesus quer nos conceder o dom da fé teologal para que, libertos de toda crença humana, conheçamos o verdadeiro Deus libertador, Aquele do qual procedem todo bem e toda graça.

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