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Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
21, 1-4)

Naquele tempo, ao levantar os olhos, Jesus viu pessoas ricas depositando ofertas no cofre. Viu também uma viúva necessitada que deu duas moedinhas. E ele comentou: "Em verdade, vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Pois todos eles depositaram como oferta parte do que tinham de sobra, mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver."

Tendo enfim chegado a Jerusalém, Jesus vive a partir de agora os seus últimos momentos antes da Paixão. O Senhor está no Templo, escreve São Lucas, e assiste às ofertas que por lá se faziam. Ricos e abastados depositam no cofre somas vultosas daquilo que lhes resta; entregam, pois, apenas os restolhos das riquezas que o próprio Senhor, em sua imensa generosidade, lhes dera. Eis que uma viúva, discreta e silenciosa, dirige-se ao gazofilácio e deixa ali duas moedinhas: ela, "da sua pobreza", ofereceu a Deus "tudo o que tinha para viver." O episódio desta pobre viúva como que recapitula o drama básico que a humanidade vive desde as suas origens.

Esta cena, com efeito, pode ser contemplada já em Caim e Abel: aquele oferecera em oblação os frutos da terra; este, no entanto, devolveu ao Senhor os primogênitos dos seus rebanhos (cf. Gn 4, 3-4). Abel de bom grado consagrou a Deus o que de melhor conseguira produzir; mas Caim, de sua parte, endureceu-se, recusou oferecer ao Senhor as primícias da sua colheita. O primeiro tornou-se justo: é em Abel que, de certo modo, nasce a Igreja, a Igreja dos que, por fidelidade a Deus, derramam por Ele seu sangue inocente. Caim, ao contrário, é o primeiro dos réprobos, dos que, por não quererem entregar-se a Deus, acabam por desviar-se dele: "E tu serás peregrino e errante sobre a terra" (Gn 4, 12).

O Evangelho de hoje nos coloca, assim, diante duma escolha: seguir a Igreja de Abel, que, com o coração aberto, entrega tudo a Deus, ou a "igreja" de Caim, que "se retirou da presença do Senhor" (Gn 4, 16). Cristo, porém, já Se adianta e nos exorta a fazer nossa a gratidão daquela viuvinha. Pois tudo quanto temos e possuímos dele mesmo o recebemos; por isso, quando lhe entregamos tudo, nada perdemos; antes ganhamos, porque restituímos ao Sumo Bem todos os dons que Ele a toda hora nos comunica. Ofereçamo-nos, pois, inteiramente à Fonte de todo bem; façamos de nossas vidas uma oblação agradável aos Seus olhos; entreguemo-nos com aquela generosa disposição da viúva: dar tudo o que temos para viver nesta vida, a fim de podermos, esquecendo-nos de nós mesmos, nascer para a vida que nunca acaba.

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