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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
3, 20-21)

Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

Brevíssimo em seus dois pequenos versículos, o Evangelho de hoje é todo ele um contraste entre amor e escândalo. De um lado, vemos turbas sedentas à procura de Jesus; de fato, tão grande é desejo de o ver, que aquelas multidões, quase indiferentes à própria fome, o seguem até às portas de sua casa. De outro lado, ficamos como que espantados com a reação escandalizada dos parentes do Senhor; sem nada entenderem, eles saem agitadiços para agarrá-lp. "Está fora de si", diziam uns aos outros. Podemos até imaginá-los cheios de perplexidade, a se perguntarem: "Como é que este sujeito, que passou trinta anos aqui conosco na mais simplória e ordinária das vidas, vem-nos agora com pregações e prodígios? Afinal, não é ele o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe?" (cf. Mt 13, 55). São Marcos, é claro, deixa tudo isso nas entrelinhas, e a própria brevidade da narrativa já nos leva a pensar no clima delicado da situação.

Este episódio, no entanto, nos dá ocasião de refletir sobre a apostolado que temos de fazer com os que nos estão mais próximos, particularmente com nossos familiares. Com efeito, se até Cristo teve dificuldades em converter seus parentes, que viam a vivas cores tudo quanto Ele realizava, é natural que também nós, na nossa pequenez, tenhamos de enfrentar semelhante obstáculo. O que podemos fazer, afinal, para alcançar o coração de nossas famílias? Como levar de modo eficaz a pai, mãe, irmãos, primos, tios etc. a alegria da Boa-nova? O primeiro passo, naturalmente, é resolver os nossos problemas interiores e abraçar a grande oportunidade de nos configurarmos a Cristo, aos seus sofrimentos, aos escândalos de que fora alvo em Nazaré. Rejeitados por aqueles aos quais tanto queremos, poderemos viver de fato a vida de Jesus; sofrendo como Ele sofreu, teremos a chance de aceitar as mesmas recusas, as mesmas negações, os mesmos desprezos.

O segundo passo é confiar-nos às duas grandes armas dos verdadeiros apóstolos: oração e sacrifício. Temos de estar sempre muito unidos ao Senhor, padecendo com Ele, em prece humilde e silenciosa, oferecendo-lhe os nossos fracassos e sofrimentos cotidianos. Renovemos a fé de que Ele escuta, sim, as nossas súplicas e que, se acaso houver decidido converter nossos parentes, é bem provável que o deseje fazer sobretudo por meio da nossa intercessão paciente, perseverante, constante, sem alardes. Assim como Santa Mônica, aceitemos as lágrimas que porventura nos brotarem dos olhos: levando com amor a cruz de não termos ainda um lar inteiramente cristão, fortaleceremos a nossa própria conversão e, deste modo, encontraremos maiores forças para, com um amor cada dia maior a Deus, pedirmos por aqueles que nos foram confiados.

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