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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 5, 12-16)

Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”.

Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

O Evangelho desta sexta-feira da Epifania nos apresenta a cura de um leproso. Ora, tem-se tornado frequente no Brasil, graças à pregação de algumas seitas neopentecostais, certa dificuldade de entender a verdadeira finalidade dos milagres realizados por Nosso Senhor. Em muitas “igrejas” protestantes, com efeito, ensina-se de alguma forma que Deus quer curar todas as doenças, e que a condição para alcançar dele esse benefício extraordinário é crer, e crer com toda a firmeza. Por isso, o cristão que, apesar de seus esforços, permanece enfermo tem, na realidade, pouca fé e confiança em Deus. Não é preciso ser bom teólogo para ver nisto uma péssima teologia. É fato, sim, que Deus quer curar-nos de nossas mazelas, mas não é verdade que Ele o queira fazer já aqui, nesta vida, para que assim vivamos folgados e sem cruz. O curar-nos de uma doença, como dito, é um milagre, e que coisa é um milagre senão uma “palavra encarnada” com que Deus busca, não nos livrar dos nossos incômodos, mas aprofundar-nos na fé e levar-nos à santidade? É o que vemos no caso do leproso do nosso Evangelho. Ele se aproxima de Cristo já tendo fé: “Tu tens o poder de me purificar”, e o Senhor, ao limpá-lo da lepra, o adverte seriamente de não dar publicidade ao ocorrido: “Não digas nada a ninguém”. Porque Jesus não quer que, publicados aos quatro cantos os seus milagres, as pessoas o busquem querendo sinais, mas que o busquem querendo-o a Ele. É justamente o contrário do que, infelizmente, se ensina hoje a muitos cristãos separados da Igreja de Cristo: tratam a Deus como um mercador, quando não como um servente milagreiro, que estaria “obrigado” a provar-nos o seu poder fazendo da nossa vida uma gostosa amenidade. Isso não quer dizer que Deus não vá nunca conceder aos que o procuram algum bem temporal; Ele pode fazê-lo e o faz muitas vezes, mas apenas se for necessário ao que Ele verdadeiramente quer dar aos homens: a salvação eterna, aquilo para o que o Filho veio a este mundo — “que por nós homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus”. Nós, que temos a graça de ser católicos, ponhamos a mão na consciência e vejamos que pedidos temos feito a Deus; examinemos se os nossos afetos e apegos materiais têm tido prioridade sobre os nossos desejos de santidade e salvação; e supliquemos àquela Virgem sempre toda de Deus que nos alcance a graça de aborrecermos, mais do que tudo, a lepra dos nossos pecados, suportando enquanto a Providência assim o quiser os achaques desse corpo mortal, cuja glorificação esperamos confiantes na vida futura.

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