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451. Em espírito e verdade

O culto cristão só é verdadeiro quando é sobretudo interno, resposta de uma alma que se eleva com sinceridade para dar glória Àquele que o criou.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
7, 1-13)

Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado.

Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.

Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: "Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?" Jesus respondeu: "Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: 'Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos'. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens".

E dizia-lhes: "Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. Com efeito, Moisés ordenou: 'Honra teu pai e tua mãe'. E ainda: 'Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer'.

Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: 'O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus'. E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas".

O verdadeiro culto que Deus quer de nós é aquele que brota do interior dum coração sincero. Não que Ele não deseje nosso culto exterior; antes, pelo contrário, tem todo o direito, e assim no-lo exige, de que O honremos e glorifiquemos com o que de melhor pudermos oferecer; e nada mais digno dEle do que lhe oferecer Ele mesmo, cujo sacrifício se renova todos os dias em tantos altares do mundo. No entanto, o que os cristãos não podemos perder de vista é que, se não O amarmos em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23), cultuando-O de todo o coração, seremos contados no número daqueles hipócritas a quem o Senhor disse: "Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens". Mais do que palavras, amores; mais do que aparências externas, íntima caridade; mais do que servil obediência, filial e livre escravidão. Assim daremos ao Pai, dentro de nossas limitações, o carinho e a adoração que Ele merece. Implorando, pois, a graça de Cristo por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, peçamos a Deus que torne o nosso pobre coração um pouco mais semelhante ao Sacratíssimo Coração de seu Filho, o único que, unindo o divino e o humano, é capaz de dar ao Pai o amor, a honra e o louvor de que Ele, em estrita justiça, é digno.

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