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22. Jesus Cristo, sacerdote eterno

Essa passagem, na pena de São Lucas, à parte sua extraordinária brevidade, realça um dado não menos curioso quanto importante: tudo o que hoje ouvimos aconteceu quando Jesus, afastado das multidões, estava rezando a sós.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
9, 18-22)

Num dia em que ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: "Quem dizem que eu sou?" Responderam-lhe: "Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos profetas." Perguntou-lhes, então: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "O Cristo de Deus." Ordenou-lhes energicamente que não o dissessem a ninguém. Ele acrescentou: "É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite o terceiro dia."

O Evangelho de hoje nos narra a famosa confissão de São Pedro. Relatada pelos três evangelhos sinóticos, essa passagem, na pena de São Lucas, à parte sua extraordinária brevidade, realça um dado não menos curioso quanto importante: tudo o que hoje ouvimos aconteceu quando Jesus, afastado das multidões, estava rezando a sós. A novidade que o Evangelista Lucas nos dá a conhecer é a união de Cristo com o Pai. Simão Pedro irá, sim, professar ser Jesus o "Cristo, o Filho de Deus vivo" (Mt 16, 16), mas esse mesmo Jesus é também o ponto de ligação entre o Céu e a terra. Estas duas realidades — terrena e espiritual —, são, de fato, salientadas por Lucas, porque é Cristo quem as une e articula: de um lado, Ele se une à terra pela misericórdia, pela pobreza e pelo sofrimento que há de padecer na Cruz; de outro, mantém-se unido ao Pai por sua divindade, manifestada gloriosamente na Luz do Tabor. Este trecho, com efeito, destaca o sacerdócio eterno de Nosso Senhor enquanto pontífice por excelência entre Deus e os homens, entre o Céu e a terra.

Somos, pois, convidados a renovar nossa fé em Jesus Cristo, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, mas uma só Pessoa, não porque a divindade se tenha convertido em humanidade, mas porque Deus assumiu a condição de nossa humanidade. Há, contudo, muitos cristãos que enfatizam apenas um desses aspectos e tendem, assim, a abandonar pouco a pouco o equilíbrio típico da fé católica. Não é difícil encontrar, por exemplo, quem se compraza em meditar a fragilidade e a humildade de Jesus de Nazaré e acabe, ao fim e ao cabo, por ver no Cristo crucificado um simples homem injustiçado e esquecido por Deus. Há, no outro extremo, quem enxergue em Jesus um Deus, sim, mas distante e alheio ao sofrimento humano. E deste modo, tanto de um lado como do outro, começam a esvaziar-se as igrejas. Por isso, para nos aproximarmos de Cristo, único e real, é preciso ter uma fé firme e verdadeiramente católica, que abraça a humanidade e a divindade de Jesus, que, por sua vez, une a terra ao Reino dos Céus — Ele, que está tão perto de nós a ponto de nos chamar irmãos, e está tão unido ao Pai que se pode chamar Filho de Deus.

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