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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
9, 57-62)

Naquele tempo: Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: "Eu te seguirei para onde quer que fores." Jesus lhe respondeu: "As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça." Jesus disse a outro: "Segue-me." Este respondeu: "Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai." Jesus respondeu: "Deixai que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus." Um outro ainda lhe disse: "Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares." Jesus, porém, respondeu-lhe: "Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus."

O Evangelho de hoje nos apresenta o que é necessário para seguir a Jesus, quais as exigências de quem deseja acompanhar o Messias que decide entregar-se às mãos dos homens. Neste contexto, São Lucas nos faz deparar com três vocações diferentes, com três pessoas chamadas a seguir o Senhor, que, a partir de agora, parte rumo à cidade santa de Jerusalém para beber o cálice que o Pai lhe preparara. Pode-se dizer, com efeito, que a narrativa de Lucas está dividida em duas grandes partes; e é versículo 51 do capítulo nove que serve de divisor de águas. "Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo", escreve o Evangelista, "ele resolveu dirigir-se a Jerusalém." Jesus, sabendo o que lhe esperava, com uma decisão firme, inquebrantável, generosa, sobe a Jerusalém. Ele ascende, pois, à cidade santa para, ali morrendo, enfim ascender, ressuscitado e glorioso, aos Céus.

Este episódio põe às claras uma vez mais a união entre a terra e o Céu. Ele nos lembra também a passagem do sonho de Jacó, que, cansado da viagem, chega à região de Betel e, apoiando a cabeça numa rocha, pega no sono; Cristo, porém, nem uma pedrinha possuía para reclinar a cabeça. Mas, apesar de não ter nesta terra um lugar de repouso, Ele está desde toda a eternidade voltado para Pai, reclinado no seio de Deus (cf. Jo 1, 18), onde tem o seu descanso, onde encontra o seu conforto. Lidas em seu conjunto, as Sagradas Escrituras nos revelam aqui mais uma grande e profunda verdade, tão belamente expressa por Santo Agostinho: o nosso coração vive inquieto, intranquilo, enquanto não repousar em Deus. É nEle, e somente nEle, que podemos "repousar a cabeça": e não nas consolações deste mundo, consumidas pela traça; não nos bens terrenos, surrupiados pelo ladrão. É apenas em Deus e com Deus que o nosso espírito pode sentir-se em casa.

Jesus Cristo, fazendo-se presente e pequenino na Eucaristia, nos chama hoje a desprezar toda espécie de apego, seja a família, seja o dinheiro, seja o sucesso. Ele quer que, ao longo desta peregrinação em direção à Jerusalém celeste, nossa alma aprenda a desapegar-se pouco a pouco das criaturas, para poder alegrar-se, afinal, no gozo do seu Senhor.

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