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271. Memória de São Luís e Santa Zélia Martin

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
11, 20-24)

Naquele tempo, Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.

"Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.

Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!"

A Liturgia desta 3.ª-feira nos convida a celebrar com grande júbilo a memória de São Luís e Santa Zélia Martin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, canonizados no dia 18 de outubro de 2015, pelo Papa Francisco. Vivendo com heroica generosidade a finalidade primeira do sagrado Matrimônio — gerar filhos para povoar a terra e, sobretudo, o Céu —, estes santos esposos são uma feliz comprovação daquelas palavras com que o Concílio Vaticano II anunciava há mais de uma década a vocação de todos os fiéis "à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" (Constituição Dogmática "Lumen Gentium", n. 40), qualquer que seja o estado de vida que tenham abraçado. Longe de constituir um "ideal" irrealizável, a santidade no meio do mundo, embora árdua e exigente, é um caminho aberto e apropriado a cada batizado (cf. João Paulo II, Carta Apostólica "Novo Millennio Ineunte", n. 31), chamado por Cristo a ser perfeito como o Pai celeste é perfeito (cf. Mt 5, 48).

Além de terem enriquecido de sentido e caridade sobrenaturais as realidades cotidianas por que passa todo casal — do trabalho às dificuldades domésticas —, São Luís e Santa Zélia viveram por meio de sua fecundidade não apenas para, segundo a ordem divina (cf. Gn 1, 28), propagar e conservar na terra a família humana, mas principalmente para "educar adoradores do verdadeiro Deus", "subministrar filhos à Igreja" e "propiciar concidadãos santos e familiares de Deus" (Pio XI, Encíclica "Casti Connubii", n. 14). Recebendo das mãos do Senhor nove filhos, dos quais apenas cinco meninas sobreviveram, o casal Martin fez do seu casamento um meio de viver fielmente o Evangelho de Cristo Jesus, sem concessões de nenhuma espécie ao egoísmo e ao comodismo de que sofrem não poucas famílias nestes nossos tempos.

Elevemos, pois, os nossos corações ao Céu e imploremos a intercessão deste santos esposos, a fim de que nos alcancem a graça de vivermos integramente a nossa fé cristã, trazendo para dentro dos nossos lares aquele amor divino com que Deus deseja ser amado e adorado por cada homem, por cada família e pelo conjunto da sociedade civil, pois somos todos obras suas e, pela regeneração do Batismo, filhos seus e herdeiros da eterna bem-aventurança. Que a Virgem Maria, Regina familiæ, nos ajude a crescer na devoção a São Luís e Santa Zélia Martin, nos quais teremos sempre a prova de que o Matrimônio, tal como Deus o pensou e instituiu, é — com o auxílio divino — possível e plenamente realizável.

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