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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
9, 41-50)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.

Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 'onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga'. Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.

Celebramos nesta quinta-feira a memória de São Policarpo, Bispo de Esmirna, uma das mais insignes figuras do período chamado sub-apostólico, que compreende aquela primeira geração de Bispos e presbíteros que receberam o Evangelho diretamente das mãos dos Apóstolos. São Policarpo foi evangelizado pelo próprio São João, o discípulo amado; a cidade de Esmirna, por sua vez, pertence àquele conjunto de cidades asiáticas a cujas igrejas o mesmo João endereçou o livro do Apocalipse, escrito em finais do século I d.C. Embora tenha tentado fugir ao furor das primeiras perseguições, Policarpo foi entregue, já entrado em anos, às autoridades romanas e, como o instasssem a abandonar a fé que durante toda uma vida professara, respondeu, cheio do Espírito Santo: "Há tantos anos eu sirvo a este meu Senhor e Ele nunca me fez mal nenhum. Como poderia traí-lO agora?" Condenado pois à fogueira, Policarpo, por um milagre atestado em antigos martirológios, não foi consumido pelas chamas, as quais, tomando o formato de um como que "bolsão", o assaram vivo como pão de Cristo, numa clara alusão à Eucaristia.

O martírio deste grande santo nos traz naturalmente à memória aquelas palavras do Salvador: "Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto" (Jo 12, 24). Que também nós, que professamos a mesma fé que Policarpo recebeu dos Apóstolos, estejamos dispostos, com o socorro da graça, a morrer por amor ao nome de Cristo e pela conservação da santa fé católica e apostólica. Recorramos hoje com especial devoção ao auxílio de Maria, Rainha dos Mártires, e peçamos a Ela o valor e a coragem de, sempre fiéis à verdade perene do Evangelho, não transigirmos nunca nos princípios e nos dogmas de nossa santa religião.

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